Medidas do governo dos EUA dão fôlego ao Morgan Stanley

sexta-feira, 19 de setembro de 2008 12:18 BRT
 

Por Joseph A. Giannone

NOVA YORK, 19 de setembro (Reuters) - Os esforços que estão sendo feitos por órgãos do governo dos Estados Unidos para interromper o declínio das ações do setor financeiro deram ao banco de investimento Morgan Stanley (MS.N: Cotações) um espaço crucial para que a instituição possa respirar e decidir seus próximos passos.

O Morgan está discutindo nesta semana a possibilidade de fusão com vários bancos, principalmente o Wachovia WB.N, e também pediu ao fundo soberano da China que aumentasse sua participação na instituição.

O movimento se dá após as ações do banco de investimento terem despencado 50 por cento e terem sido negociadas como se a quebra da instituição fosse praticamente certa.

Ainda assim, os papéis do Morgan se recuperavam nesta sexta-feira, depois que os reguladores do mercado mobiliário dos EUA restringiram as vendas à descoberto de ações e o Tesouro anunciou sua intenção de criar um fundo para comprar ativos sem liquidez das instituições financeiras.

Os papéis do Morgan Stanley subiam 24,7 por cento, por volta das 12h13 (horário de Brasília).

O analista da Merrill Lynch, Guy Moszkowski, disse a clientes que a melhora das condições do mercado fizeram com que um acordo do Morgan com o Wachovia seja "mais provável", um dia após ele ter considerado o acordo como improvável.

Por outro lado, o analista reiterou sua preocupação que o Wachovia pudesse sobrecarregar o Morgan Stanley com enormes riscos de crédito.

Nesse contexto, os esforços do presidente do Morgan Stanley, John Mach, para fechar alguns acordos podem não se concretizar.   Continuação...