Alckmin condena pressão de kassabistas sobre delegados do PSDB

quinta-feira, 19 de junho de 2008 13:24 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, condenou na quinta-feira pressões que teriam sido exercidas sobre delegados do partido pelo grupo dissidente que registrou chapa encabeçada pelo atual prefeito Gilberto Kassab, do DEM

"Eu acho que essas coisas já deveriam estar abolidas da política brasileira. Não tem cabimento numa cidade mundial como São Paulo pressão sobre gente simples, humilde, delegados, constrangimentos", disse Alckmin a jornalistas na cerimônia de adesão do PHS a sua candidatura.

Além do PSDB e do PHS, o ex-governador tucano já tem o apoio do PTB e de outros dois partidos pequenos, PSDC e PSL, que lhe garantem cerca de 6 minutos na propaganda eleitoral gratuita.

A proposta de uma chapa com Kassab para enfrentar Alckmin na convenção do PSDB, no próximo domingo, teve a assinatura de 424 dos 1.344 delegados do partido e apoio de 11 dos 12 vereadores tucanos.

Perguntado se foi procurado por algum delegado que tenha sido pressionado a aderir à chapa de Kassab, Alckmin não respondeu diretamente. Disse apenas que "muita gente relatou coisa muito triste."

O governador foi mais incisivo sobre as denúncias de que promessas de cargos na prefeitura foram utilizadas para conquistar delegados à chapa kassabista.

"Na prefeitura, todas as informações são nesse sentido", afirmou.

O ex-governador demonstrou otimismo para a convenção do partido, que vai escolher o candidato entre as duas chapas registradas.

"Esta disputa me faz o melhor candidato. As coisas de mão beijada não têm a mesma força. Na segunda-feira, o PSDB terá candidato próprio."   Continuação...