Demanda reprimida deve estimular WiMax na Ásia

quarta-feira, 19 de março de 2008 12:20 BRT
 

Por Khettiya Jittapong

BANCOC, Tailândia (Reuters) - A demanda reprimida por acesso móvel à Internet nos mercados emergentes asiáticos deve estimular o crescimento do sistema WiMax, uma nova tecnologia de rede em fio em alta velocidade, disseram executivos do setor.

No ano passado, existiam 1,5 milhão de usuários de serviços WiMax no mundo, e o número deve subir a 5 milhões este ano, disse Sunil Kumar, diretor de marketing da Beceem Communications, uma fornecedora norte-americana de chips para o mercado de banda larga móvel.

"Trata-se de um ano importante para o WiMax. Há muitos testes em curso em todo o mundo", disse Kumar à Reuters.

Na terça-feira, por exemplo, a Embratel informou que lançará no fim deste mês uma rede WiMax criada com investimento de 175 milhões de reais. A rede será implantada em 61 cidades do Brasil, inicialmente focada em pequenas e médias empresas.

O número de assinantes mundiais de serviços WiMax deve atingir os 36 milhões até 2011, disse Phil Marshall, vice-presidente sênior da consultoria Yankee Group, em conferência setorial.

O WiMax, que deve gerar novas receitas para o setor de telecomunicações, permite que usuários com laptops ou aparelhos móveis equipados para uso do sistema baixem dados, filmes e música a distâncias de dezenas de quilômetros da fonte transmissora.

A tecnologia é uma versão mais potente do WiFi, padrão sem fio que conecta usuários a rede de curtas distâncias. O número de assinantes do WiMax na Ásia deve subir a mais de 11 milhões até 2011, o que equivaleria a 30 por cento do total mundial de usuários, de acordo com um comunicado da conferência.

Cerca de 281 redes de WiMax foram instaladas, por 29 empresas e 15 produtores de chips, disse Daniel Cho, vice-presidente de estratégia da POSDATA, da Coréia do Sul, que está trabalhando com uma empresa tailandesa para testar o sistema WiMax em Bancoc.   Continuação...