BOVESPA-Briga por opções imprime volatilidade

segunda-feira, 19 de maio de 2008 11:56 BRT
 

SÃO PAULO, 19 de maio (Reuters) - A disputa pelos contratos de opções sobre ações imprimia volatilidade aos negócios da Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda-feira.

Depois de abrir em alta e superar os 73 mil pontos pela primeira vez na história logo nos primeiros minutos de negócios, o Ibovespa .BVSP reverteu para voltar a subir em seguida. Às 11h48, o índice subia 0,17 por cento, para 72.892 pontos. O giro financeiro era de 3,38 bilhões de reais.

O vai e vem das ações da Petrobras e da Vale, o centro da disputa nos contratos de opções, ditava o comportamento do índice. As ações preferenciais da petrolífera (PETR4.SA: Cotações) subiam 1,14 por cento, a 48,70 reais; enquanto as preferenciais da mineradora (VALE5.SA: Cotações) recuavam ligeiros 0,03 por cento, a 58,60 reais.

"Daqui até às 13h, quando vence o prazo para os investidores exercerem as opções, o pregão deve ficar volátil", disse o operador de uma grande corretora paulista que preferiu não se identificar.

Com isso, a influência de Wall Street ficava em segundo plano. Os índices das bolsas de Nova York operavam com ganhos após a divulgação de indicadores da economia dos Estados Unidos reduzirem o receio de recessão no país. O índice Dow Jones .DJI subia 0,31 por cento.

Nas pontas do Ibovespa, apareciam empresas do setor elétrico. As ações preferenciais da Cesp (CESP6.SA: Cotações) lideravam a coluna de ganhos, ao subirem 6,7 por cento, a 31,10 reais.

"O mercado está repercutindo a possibilidade de retomada do processo de leilão da companhia", disse Valmir Celestino, diretor de renda variável do banco Safra.

Notícia publicada no fim de semana afirmou que o governo paulista pretende ressuscitar o leilão de privatização da geradora de energia, que fracassou em março por falta de interessados.

Na mão contrária, as ações preferenciais da Eletropaulo ELPL6.SA tinham baixa de 4,21 por cento, cotadas a 37,12 reais. De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal "Valor Econômico", a companhia está prestes a enfrentar uma ação de execução movida pela Eletrobrás (ELET6.SA: Cotações) de até 1,4 bilhão de reais, valor para o qual não fez provisionamento.   Continuação...