Recriação da CPMF não seria bom sinal, diz Miguel Jorge

segunda-feira, 19 de maio de 2008 13:59 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira que a recriação da CPMF não seria positiva.

"Não é um bom sinal. Não deveria criar um novo imposto. Acho que não é um bom sinal", disse a jornalistas após participar da abertura de um seminário sobre um complexo industrial da saúde, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A CPMF, cuja alíquota de 0,38 por cento incidia sobre operações financeiras, teve a prorrogação até 2011 derrubada pelo Congresso Nacional no final do ano passado.

Notícias publicadas nos últimos dias afirmam que estaria sendo estudada a recriação da CPMF para garantir recursos para a saúde.

CIGARROS E BEBIDAS

Já o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse considerar mais correto o aumento de impostos para os setores de cigarros e bebidas.

"São indústrias que causam potenciais danos a saúde, vários países já usam isso há muito tempo... são indústrias que poderiam estar carregando o conjunto dos impostos do Estado para o setor da saúde", disse Temporão a jornalistas.

O ministro argumentou que, como o fumo leva ao câncer, ataque do miocárdio e outras patologias, "parece razoável que parte dos recursos do setor de cigarro e de bebida venham para a saúde".

"Só tem um probleminha, o potencial de arrecadação destes setores é insuficiente para o que a saúde precisa... talvez seja necessário uma outra saída."   Continuação...