Petrobras carrega Bovespa para mais um recorde

segunda-feira, 19 de maio de 2008 18:13 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo escreveu nesta segunda-feira mais um capítulo da sua rotina recente de recordes, puxada pelos ganhos das ações da Petrobras e de empresas siderúrgicas.

Ao final de uma sessão volátil, em meio ao movimento errático de Wall Street e à disputa doméstica pelos contratos de opções, o Ibovespa firmou alta na última meia hora e fechou com valorização de 0,92 por cento, aos 73.438 pontos. Em três semanas, a máxima histórica foi renovada nove vezes.

O giro financeiro, de 11,7 bilhões de reais, foi o maior do ano, com impulso dos 4 bilhões de reais do exercício dos contratos de opções.

O movimento foi mais uma vez puxado pelas ações de empresas ligadas a commodities, com destaque para Petrobras e as fabricantes de aço, desta vez também com apoio do setor financeiro.

As ações preferenciais da petrolífera subiram 3,8 por cento, para 50 reais, o terceiro melhor desempenho do índice, em meio a um novo recorde do preço do petróleo a expectativas do mercado de um iminente anúncio da companhia sobre novas descobertas de reservas da commodity.

Nesta segunda-feira, um levantamento da consultoria Economática revelou que a escalada de 110 por cento das ações da estatal nos útimos doze meses levaram-na à condição de terceira maior empresa das Américas, ultrapassando a Microsoft.

O ritmo foi acompanhado pelas siderúrgicas, sob liderança das ações preferenciais da Gerdau, com valorização de 3 por cento, a 82,44 reais.

Mas a líder de ganhos foram as ações preferenciais da Cesp, com avanço de 6 por cento, a 30,90 reais. "O mercado está animado com a possibilidade de retomada do processo do leilão de privatização da companhia", disse Valmir Celestino, diretor de renda variável do banco Safra.

A bolsa paulista chegou a esboçar uma reviravolta na última hora do pregão, mas retomou a tendência positiva, no encalço das bolsas nova-iorquinas. O índice Dow Jones teve alta de 0,32 por cento, puxado pelos ganhos de empresas de energia.

(Edição de Vanessa Stelzer)