Para GM,América Latina deve se manter descolada da crise nos EUA

segunda-feira, 19 de maio de 2008 17:09 BRT
 

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A América Latina ainda não sofreu influência do desaquecimento da economia norte-americana e deve se manter descolada dos problemas desse mercado. Essa é a avaliação do presidente e vice-presidente de operações da General Motors, Fritz Henderson.

Segundo o executivo, que visita o Brasil nesta semana para comemorar os 10 anos da implantação da unidade de Gravataí (RS), praticamente todos os mercados fora dos Estados Unidos crescem neste momento, em boa parte impulsionados pela China. "A China cresce e demanda recursos para a agricultura, para as commodities, para o combustível, é quase um motor para o crescimento do mundo", afirmou.

"Em 1997, uma crise nos Estados Unidos afetaria seriamente os demais mercados. Hoje, no entanto, os EUA são importantes, mas não como eram há 10 anos", afirmou Henderson em encontro com jornalistas nesta segunda-feira.

O executivo acredita que a América Latina está desligada do que possa afetar hoje o mercado norte-americano "e deve continuar assim".

A receita da General Motors na região que engloba América Latina, África e Oriente Médio cresceu para 4,8 bilhões de dólares no primeiro trimestre do ano --mais de 10 por cento da receita total, que foi 42,7 bilhões de dólares-- e o lucro antes de impostos dobrou de 254 milhões de dólares há um ano para 517 milhões de dólares entre janeiro e março deste ano.

SEM MEDO DE RISCOS POLÍTICOS

Para o executivo, que presidiu a subsidiária brasileira de 1997 a 2000, a América Latina representa muito mais oportunidades do que eventuais riscos diante das vulnerabilidades políticas em alguns países.

Segundo Henderson, a GM tem se mantido como "uma empresa cidadã" em todos os países que opera e procura manter o foco no negócio, sem envolvimento com a política local.   Continuação...