A oito lotes do fim, leilão 3G tem ágio médio de 89,24%

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 23:46 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Restando apenas oito lotes a serem disputados, o leilão de licenças para operar a terceira geração do celular (3G) encerrou esta terça-feira com arrecadação de 5,15 bilhões de reais e ágio médio de 89,24 por cento sobre os preços mínimos, número bastante inferior se comparado ao registrado no primeiro dia de leilão, informou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O maior ágio na disputa pelas licenças até o momento foi pago pela TIM, que desembolsou 1 milhão de reais para ficar com um lote da área que cobre a cidades de Paranaíba, no Mato Grosso do Sul, e municípios de Goiás, 370,1 por cento acima do preço mínimo de 212,7 mil reais.

Na disputa pela cobertura na maior parte do Estado de São Paulo, as quatro principais empresas de telefonia móvel do país conquistaram licenças para operar a terceira geração.

O ágio médio dessa disputa, que combina o direito de explorar o mercado mais rico do país com Estados das regiões Norte e Nordeste, ficou em 51 por cento, bastante menos agressivo do que a média de 154 por cento pelas cinco licenças vendidas na véspera que cobriam essencialmente Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe.

A Vivo, maior operadora do país, levou duas licenças pelo valor de 299 milhões de reais, mantendo-se em linha com o ágio médio. A Oi (antiga Telemar) acabou por assumir o maior ágio, quase 68 por cento, para arrematar as licenças da área por último, com desembolso de 332 milhões de reais.

A TIM conseguiu praticar o menor ágio, 43 por cento, oferecendo 362,45 milhões de reais pelas licenças, incluindo uma com subfaixa maior, e a Claro, também com uma subfaixa mais ampla, ofereceu 352,65 milhões de reais ou ágio de 46 por cento.

Com o encerramento das disputas na quarta-feira, a Anatel havia vendido 28 dos 36 lotes em oferta.

A agência também vendeu licenças para a região que inclui Estados do Sul, Centro-Oeste e Norte, basicamente equivalente à área de atuação da Brasil Telecom, que acabou ficando com uma das autorizações. As três maiores operadoras de celular também conquistaram uma licença dessa área cada, mas a Oi, parte de uma fusão que estaria sendo gestada com a Brasil Telecom, ficou de fora.

A Telemig, comprada recentemente pela Vivo, fez lance vencedor de 15,23 milhões de reais por uma licença referente à área do Triângulo Mineiro, com ágio de 36 por cento.   Continuação...