PANORAMA2-Bolsa sobe e dólar cai em dia de instabilidade externa

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 19:02 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 19 de dezembro (Reuters) - A volatilidade externa influenciou os negócios no Brasil nesta quarta-feira, mas não impediu que o Ibovespa subisse e que o dólar caísse para interromper uma série de cinco altas consecutivas.

De acordo com agentes de mercado, o principal fator para a baixa do dólar foi o fluxo positivo. Segundo o Banco Central, a entrada líquida no mês estava em quase 7 bilhões de dólares até terça-feira, contrariando a percepção de que o mercado sofreria com um aumento nas remessas de lucros e dividendos.

No exterior, o combustível da instabilidade ainda foi a incerteza dos investidores diante da crise global de crédito. À tarde, a agência de classificação de risco Standard & Poor's piorou a projeção das duas maiores seguradoras do mundo, responsáveis por mais de 1 trilhão de dólares em títulos, e azedou o humor dos investidores em Wall Street.

Mais cedo, porém, as bolsas em Nova York chegaram a subir com o resultado do leilão realizado pelo Federal Reserve na segunda-feira. A operação, feita em meio ao esforço conjunto entre bancos centrais para dar liquidez ao mercado interbancário, atraiu 61,6 bilhões de dólares em propostas, mais de 3 vezes o valor ofertado, de 20 bilhões de dólares.

Os investidores também se viram animados no começo da sessão pelo aporte de 5 bilhões de dólares de um fundo do governo chinês ao Morgan Stanley (MS.N: Cotações). O banco de investimentos registrou prejuízo maior que o esperado no último trimestre, afetado por baixas contábeis em ativos afetados pela crise no crédito imobiliário de alto risco (subprime).

Na quinta-feira, é a vez do Bear Stearns BSC.N divulgar seus resultados trimestrais, com o último balanço de peso a ser publicado antes do final do ano. Os números serão divulgados antes da abertura das bolsas em Nova York.

Na agenda de indicadores norte-americanos, a quinta-feira reserva dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego e a inflação nos gastos com consumo pessoal, entre outros. [nN19600750]

Já no Brasil, o mercado aguarda a segunda prévia do IGP-M e o resultado do IPCA-15 de dezembro, além dos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desemprego em novembro.   Continuação...