19 de Dezembro de 2007 / às 18:54 / em 10 anos

Após recorde, Anbid prevê bom 2008 para mercado de capital

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado de capitais brasileiro pode ser afetado pela volatilidade gerada pela crise global de crédito no início de 2008, mas terá mais um ano positivo, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

Em 2007, o total de operações no mercado de capitais foi recorde --contando renda fixa e variável--, com 140,8 bilhões de reais até 14 de dezembro, ante 119,9 bilhões de reais em todo o ano passado, informou a Anbid nesta quarta-feira.

"O ano que vem deve ser semelhante a este ano. O valor médio das operações deve ser menor em 2008 porque neste ano tivemos três operações, (os IPOs de) Bovespa, Redecard e BM&F, mas o volume deve ser semelhante", disse a jornalistas Luiz Fernando Resende, vice-presidente da Anbid. Resende, no entanto, não fez previsões em números para 2008.

Outro vice-presidente da entidade, Bernardo Parnes, alertou para um começo de ano mais cauteloso. "O primeiro semestre vai ser um pouco mais volátil em função da absorção de tudo o que está acontecendo nos mercados internacionais em razão do subprime (financiamento imobiliário de alto risco nos EUA)."

A Anbid ressaltou que a perspectiva de o país alcançar o grau de investimento --e consequentemente atrair mais capital-- é mais um motivo para apostar na continuidade do bom desempenho do mercado.

A crise imobiliária mundial pode atrasar um pouco esse próximo passo para o país, mas certamente ele virá, segundo o presidente da Anbid, Alfredo Setubal.

"É possível que (o grau de investimento) ocorra em 2008, mas não é provável, porque as agências de classificação podem ficar um pouco mais restritivas em razão da crise. Mas talvez uma agência dê o investment grade e outras não. Vamos ver como se desenvolve o ano", afirmou Setubal.

RENDA VARIÁVEL SALTA

A Anbid acrescentou que em 2007, até 14 de dezembro, o volume de emissões de renda variável saltou 150,1 por cento sobre igual período de 2006, atingindo 75 bilhões de reais.

Já o volume de emissões de renda fixa declinou 18,2 por cento, para 66 bilhões de reais.

O patrimônio líquido da indústria de fundos de investimento encerra o ano com 1,1 trilhão de reais, cerca de 45 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), patamar semelhante, segundo a Anbid, a países como Grã-Bretanha e Espanha.

Com isso, o Brasil consolida-se como 10a maior indústria de fundos do mundo.

Por Vanessa Stelzer

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