CONSOLIDA-Preço de alimentos é pressão comum a varejo e atacado

terça-feira, 20 de maio de 2008 13:45 BRT
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO, 20 de maio (Reuters) - Os índices de inflação mantiveram-se em aceleração na segunda leitura do mês de maio, refletindo, sobretudo, as variações internacionais das commodities e aumentos sazonais de alimentos.

A aceleração ocorreu tanto no atacado como no varejo. No atacado, contudo, a tendência foi mais forte e disseminada, enquanto no varejo concentrou-se nos alimentos --indicando que repasses de aumentos de custos industriais não estão, por enquanto, sendo feitos de forma significativa para o consumidor.

A estimativa dos analistas é de que os índices desacelerem em junho, fazendo de maio o pico do ano, principalmente para o atacado.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo, divulgado nesta terça-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) subiu 0,89 por cento na segunda quadrissemana de maio, superando a alta de 0,68 por cento na primeira e a previsão de analistas de elevação de 0,75 por cento.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) avançou 1,54 por cento na segunda prévia do mês, ante 0,37 por cento em igual período de abril e previsão de 1,51 por cento.

"Os produtos que estão em alta no atacado e no varejo têm uma transmissão quase que direta, como o arroz, mas não na mesma magnitude", disse Flávio Serrano, economista sênior do Bes Investimento.

"Existe uma preocupação de que os industriais venham a afetar o varejo lá na frente, mas por enquanto não estamos vendo isso. O que vimos nesses dois índices é uma pressão de alimentos, que afeta ambos, e uma pressão de commodities."

No IPC-Fipe, Alimentação subiu 1,77 por cento na segunda quadrissemana, ante 1,23 por cento na primeira.   Continuação...