CPI rejeita sessão secreta com assessor de Álvaro Dias

terça-feira, 20 de maio de 2008 14:52 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A CPI mista dos Cartões negou transformar em secreta a sessão com o assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes, que desejava revelar em sigilo possíveis fatos novos sobre o suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

André Fernandes, que recebeu do funcionário da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires documento com gastos sigilosos do ex-presidente, pediu a sessão secreta para revelar fatos que, segundo ele, ofenderiam a honra de pessoas.

Por 12 votos a 7, a CPI rejeitou a sessão secreta e o depoimento do assessor do senador tucano permanece aberta.

Durante seu depoimento, André Fernandes afirmou ter considerado intimidador email recebido de José Aparecido, o que o levou a comunicá-lo ao senador Álvaro Dias.

"Eu não pedi para receber (o dossiê). Interpretei claramente como intimidação ao partido e comuniquei à autoridade superior", disse o assessor, explicando que a mensagem lhe pareceu intimidação por chegar quando o Congresso discutia a criação da CPI dos Cartões Corporativos.

André Fernandes negou ter sido o responsável pelo vazamento das informações e se considerou traído pelo "ex-amigo" José Aparecido por lhe ter jogado "no meio de uma história que eu não queria entrar".

Segundo Fernandes, José Aparecido teria admitido, em conversa entre os dois no restaurante do Clube Naval, em Brasília, que o suposto dossiê fora feito a pedido de Erenice Guerra, secretária executiva da Casa Civil.

(Por Mair Pena Neto)