Colômbia aceita entrar em Conselho Sul-Americano de Defesa

domingo, 20 de julho de 2008 11:43 BRT
 

Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - A Colômbia aceitou no sábado fazer parte do Conselho Sul-Americano de Defesa proposto pelo Brasil para articular políticas regionais nesse tema. A Colômbia, no entanto, condicionou sua entrada à rejeição de grupos violentos e que se reconheça somente as forças legais dos países.

No início do ano o Brasil propôs criar o Conselho de Defesa que servirá para a capacitação de militares, assim como para abordar temas nessa área e evitar conflitos na região.

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, fez o anúncio ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem recebeu em visita oficial.

Os dois presidentes conversaram por telefone com a presidente chilena, Michelle Bachelet, para tratar do tema do conselho.

Uribe disse que Lula e Bachelet, que preside a União de Nações Sul-Americanas, aceitaram as reivindicações colombianas para que as decisões do Conselho sejam adotadas por consenso, sejam reconhecidas somente as forças institucionais dos Estados membros e se rejeitem os grupos violentos.

"Dada esta compreensão que encontramos, então a decisão que a Colômbia comunica é entrar no Conselho de Segurança da América do Sul", disse Uribe em entrevista coletiva ao lado de Lula.

Uribe conseguiu impedir que, no futuro, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) possam ter um espaço de interlocução nesse conselho, razão pela qual o país inicialmente recusou-se a fazer parte do grupo.

Lula, por sua vez, obteve uma vitória diplomática, já que a posição colombiana era o principal obstáculo para a concretização do conselho.   Continuação...