A.Latina precisa se fortalecer para lidar com choques, diz FMI

sábado, 20 de outubro de 2007 15:54 BRST
 

Por Walter Brandimarte e Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - O principal desafio para a América Latina neste momento é aumentar sua resistência a choques externos, que podem afetar a economia global, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) neste sábado.

A região deve reduzir ainda mais sua vulnerabilidade externa por meio da contenção dos gastos primários, forte supervisão financeira e aumento dos investimentos e produtividade, afirmou o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, Anoop Singh.

"À medida que olhamos para frente, o desafio permanece sendo o de sustentar e ampliar os desenvolvimentos recentes, para mostrar que a região permanece resistente a choques", disse Singh em entrevista coletiva na sede do FMI.

Segundo o diretor do Fundo, a América Latina tem lidado bem com a turbulência dos mercados financeiros graças a fundamentos macroeconômicos mais sólidos, na maioria dos países, e um consenso mais amplo sobre a preservação da estabilidade.

A inflação, embora venha se elevando em vários países, ainda permanece baixa, considerando os padrões históricos, acrescentou.

Ao ser criticado sobre a mais recente previsão de crescimento feita pelo FMI para a América Latina, Singh disse que o Fundo está levando em consideração os efeitos de choques externos.

Entretanto, ao ser confrontado com as expectativas oficiais de crescimento mais forte do Brasil e do México, Singh disse que a perspectiva econômica ainda é positiva, no longo prazo, para os dois países.

"Haverá certa moderação do crescimento ante altas recentes em toda a região porque há choques vindo do ambiente externo", argumentou.

"Mas o fato é que o crescimento do Brasil encostou em 5 por cento (no período de 12 meses até o segundo trimestre). Isso mostra que o Brasil pode crescer 5 por cento e este é um bom crescimento".