ANÁLISE-Troca de ações é modelo provável em união Bovespa-BM&F

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 17:11 BRT
 

Por Daniela Machado

SÃO PAULO (Reuters) - Embora a integração de Bovespa Holding e Bolsa de Mercadorias & Futuros seja vista como um caminho natural, analistas ainda discutem o formato que o negócio terá. Uma das questões em aberto é qual será o destino de cerca de 1,5 bilhão de reais que a Bovespa tem em caixa.

A cifra foi originada antes de a Bovespa deixar de ser uma instituição sem fins lucrativos para tornar-se sociedade anônima. E, pelos termos da legislação, esses recursos não podem ser distribuídos na forma de dividendos.

O analista Victor Mizusaki, da Itaú Corretora, acredita em uma operação feita exclusivamente por meio de troca de ações, apesar do excedente de caixa da Bovespa.

Nesse caso, o caixa poderia ser utilizado para novas aquisições --pela América Latina, por exemplo.

Pelas contas da corretora, a incorporação da Bovespa pela BM&F faria mais sentido por conta do ágio gerado na operação, de 15,3 bilhões de reais. "Se fosse o contrário, o ágio seria de 12,9 bilhões de reais", disse Mizusaki.

A amortização do ágio, segundo ele, geraria um benefício fiscal de 3 bilhões de reais, com impacto de 10 por cento no preço das ações. "É isso que o mercado está colocando no preço das ações hoje", acrescentou.

Às 17h07, as ações da Bovespa avançavam 11,64 por cento, para 26,85 reais. As da BM&F subiam 14,97 por cento, a 18,13 reais.

Já para a equipe de analistas da Planner Corretora, que acompanha as ações da Bovespa Holding e da BM&F na Bolsa de Valores de São Paulo, o caminho mais provável para a integração é a aquisição da BM&F pela Bovespa Holding.   Continuação...