Ahmadinejad diz que "inimigos" tentaram matá-lo no Iraque

sexta-feira, 20 de junho de 2008 07:47 BRT
 

Por Parisa Hafezi

TEERÃ (Reuters) - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou os Estados Unidos e aliados de conspirarem para assassiná-lo durante a visita que fez ao Iraque em março, informou a rádio estatal na sexta-feira.

"Baseado em informações confiáveis de inteligência, nossos inimigos tinham planos de sequestrar e matar seu servidor (Ahmadinejad). Mas fizemos mudanças intencionais de última hora em nossa agenda", disse Ahmadinejad, segundo a rádio, a uma reunião com clérigos na cidade sagrada xiita de Qom na quinta-feira.

Embora ele não tenha identificado os Estados Unidos nominalmente, ele usou o termo "inimigos", que costuma usar para referir-se a Washington.

Uma autoridade militar norte-americana de primeiro escalão em Bagdá disse: "A coalizão não está a par de ameaças à vida do presidente Ahmadinejad durante a visita que fez ao Iraque".

Durante a primeira visita de um líder iraniano ao Iraque desde que os países-vizinhos enfrentaram-se em uma guerra de oito anos na década de 1980, Ahmadinejad cancelou as visitas que faria às cidades sagradas xiitas de Kerbala e Najaf, no sul do país. Na época, o gabinete presidencial informou que a viagem foi cancelada por questões de segurança.

"Os inimigos souberam das mudanças quando já havíamos deixado o Iraque. Eles ficaram chocados", disse Ahmadinejad.

Os Estados Unidos acusam o Irá de financiar, armar e treinar milícias xiitas no Iraque. Teerã nega as acusações.

 
<p>Mahmoud Ahmadinejad durante cerim&ocirc;nia oficial em Teer&atilde;. Photo by Rafiqur Rahman</p>