20 de Junho de 2008 / às 14:37 / 9 anos atrás

BOVESPA-Temor com Merrill Lynch dita terceira sessão de perdas

SÃO PAULO, 20 de junho (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo rumava para a terceira queda consecutiva nesta sexta-feira, arrastada pela influência negativa das bolsas nova-iorquinas.

Às 11h27, o Ibovespa .BVSP, índice mais importante do mercado paulista, recuava 1,03 por cento, alcançando os 65.907 pontos, nível mais baixo desde 29 de abril, véspera do dia em que o Brasil recebeu o grau de investimento da agência Standard & Poor‘s. O giro financeiro era de 1,1 bilhão de reais.

O pessimismo foi deflagrado por rumores de que o banco de investimentos Merrill Lynch estaria prestes a divulgar um alerta com novas perdas contábeis relacionadas à crise de crédito nos Estados Unidos.

Rapidamente, o temor de uma onda de baixas no setor provocou vendas maciças de ações de bancos no mundo inteiro, empurrando ladeira abaixo os índices das principais bolsas. O índice europeu de ações .FTEU3 caía mais de 2 por cento.

Em Wall Street, a volatilidade era turbinada pelo vencimento de contratos de opções, fazendo o Dow Jones .DJI recuar quase 1,5 por cento.

Para completar, a queda do dólar frente a outras moedas impulsionava as cotações do petróleo, devolvendo ao mercado previsões negativas para o cenário de inflação. O barril da commodity subia para a faixa de 136 dólares.

“Hoje só tem notícia complicada”, disse Américo Reisner, operador da Fator Corretora.

E foi justamente a recente escalada dos preços dos combustíveis o motivo citado pela agência Fitch para colocar os ratings das maiores companhias aéreas brasileiras em perspectiva negativa. Eram elas as líderes de perdas do índice.

As preferenciais da GOL GOLL4.SA caíam 4,31 por cento, a 20,85 reais, enquanto as preferenciais da TAM TAMM4.SA perdiam 2,89 por cento, a 32,25 reais.

A Braskem, que tem na nafta uma de suas principais fontes de custos, via suas ações preferenciais (BRKM5.SA) perderem 1,62 por cento, a 13,93 reais.

A pressão sobre o Ibovespa só era amortecida por ganhos pontuais de alguns papéis, especialmente nos setores de energia elétrica e telefonia. As preferenciais da Vivo VIVO4.SA subiam 0,37 por cento, valendo 10,74 reais, enquanto as preferenciais da Cesp (CESP6.SA) avançavam 2,69 por cento, cotadas a 31,68 reais.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Renato Andrade

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