JURO-DIs pouco se mexem diante de inflação previsível

quarta-feira, 20 de agosto de 2008 16:16 BRT
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 20 de agosto (Reuters) - A ausência de surpresas ruins com a inflação permitiu que as taxas de juros terminassem a quarta-feira com discretas variações na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em sessão de pouco volume.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) mais negociado foi o janeiro de 2010, que subiu de 14,60 para 14,62 por cento ao ano. O DI janeiro de 2009 subiu de 13,79 para 13,81 por cento.

O mercado mostrou a mesma timidez da véspera, após novos dados confirmarem o arrefecimento da inflação.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) teve deflação de 0,12 por cento na segunda prévia de agosto e o Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-Fipe) subiu 0,34 por cento na segunda leitura do mês, depois da alta de 0,38 por cento anterior.

"A gente está vendo índices melhores de inflação, que vão fazer com que o prêmio (das taxas) de longo prazo feche (caia) mais um pouco", disse Gerson de Nobrega, gerente de tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

As projeções de juros mais longas chegaram a cair na maior parte do dia, mas terminaram o pregão também em leve alta ao mesmo tempo em que o petróleo e outras commodities se recuperavam no exterior.

"O mercado está olhando muito o cenário externo", acrescentou Nobrega.

A expectativa do mercado, segundo ele, está agora no índice de referência para o sistema de metas do país. Na sexta-feira, sai o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia do indicador "oficial".

O Banco Central fez duas operações no começo da manhã para controlar a liquidez do sistema financeiro. Na primeira, tomou 20,545 bilhões de reais dos bancos, até 11 de setembro, a 12,95 por cento ao ano. Na segunda, recolheu 31,906 bilhões de reais, por 1 dia, a 12,93 por cento.

(Edição de Daniela Machado)