20 de Junho de 2008 / às 19:28 / 9 anos atrás

Fluxo limita alta do dólar em dia de queda nas bolsas

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, acompanhando o cenário externo, mas a valorização da divisa foi contida por um fluxo de entrada de recursos no país.

A moeda norte-americana subiu 0,19 por cento, a 1,607 real. Apesar do avanço na sessão, a divisa acumulou queda de 9,57 por cento no ano. A baixa acumulada na semana foi de 1,77 por cento.

Para Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, a tendência do dólar continua sendo de queda, mas o mercado cambial responde pontualmente às notícias que surgem no cenário externo.

"A alta só não foi maior porque o fluxo ainda é positivo por conta da arbitragem", afirmou Forgione lembrando que o alto diferencial entre as taxas de juros nacionais e internacionais favorece a entrada de recursos.

"Mas o momento é de tensão, o momento é de aversão ao risco. Está voltanto à tona a história dos bancos", completou o analista.

Nesta sexta-feira, rumores de que a instituição financeira Merrill Lynch iria emitir um alerta sobre novas perdas contábeis ressucitaram os temores com a crise de crédito global.

Assim como Forgione, Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora, acredita que o avanço do dólar no mercado de câmbio é contido pelo fluxo de moeda.

"O dólar está por conta do fluxo, pressionado para baixo, sem força pra subir", disse o operador ressaltando que mesmo o forte mau humor das bolsas não era suficiente para impulsionar de forma significativa a cotação da moeda.

Nesta sexta-feira, as bolsas norte-americanas operavam em forte queda repercutindo os temores de mais perdas relacionadas a crise de crédito. No Brasil, o principal índice da bolsa paulista chegou a perder quase 3 por cento.

Schoemberger também comentou a dificuldade do mercado cambial em romper o piso de 1,60 real.

"Psicologicamente (o mercado) vai dar uma segurada neste nível... tem gente defedendo posição, tem muito contrato nesse 1,60 (real)", afirmou o operador.

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu a taxa de corte a 1,6048 real.

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta sexta-feira, acompanhando o cenário externo, mas a valorização da divisa foi contida por um fluxo de entrada de recursos no país.

A moeda norte-americana subiu 0,19 por cento, a 1,607 real. Apesar do avanço na sessão, a divisa acumulou queda de 9,57 por cento no ano. A baixa acumulada na semana foi de 1,77 por cento.

Para Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora, a tendência do dólar continua sendo de queda, mas o mercado cambial responde pontualmente às notícias que surgem no cenário externo.

"A alta só não foi maior porque o fluxo ainda é positivo por conta da arbitragem", afirmou Forgione lembrando que o alto diferencial entre as taxas de juros nacionais e internacionais favorece a entrada de recursos.

"Mas o momento é de tensão, o momento é de aversão ao risco. Está voltanto à tona a história dos bancos", completou o analista.

Nesta sexta-feira, rumores de que a instituição financeira Merrill Lynch iria emitir um alerta sobre novas perdas contábeis ressucitaram os temores com a crise de crédito global.

Assim como Forgione, Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora, acredita que o avanço do dólar no mercado de câmbio é contido pelo fluxo de moeda.

"O dólar está por conta do fluxo, pressionado para baixo, sem força pra subir", disse o operador ressaltando que mesmo o forte mau humor das bolsas não era suficiente para impulsionar de forma significativa a cotação da moeda.

Nesta sexta-feira, as bolsas norte-americanas operavam em forte queda repercutindo os temores de mais perdas relacionadas a crise de crédito. No Brasil, o principal índice da bolsa paulista chegou a perder quase 3 por cento.

Schoemberger também comentou a dificuldade do mercado cambial em romper o piso de 1,60 real.

"Psicologicamente (o mercado) vai dar uma segurada neste nível... tem gente defedendo posição, tem muito contrato nesse 1,60 (real)", afirmou o operador.

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu a taxa de corte a 1,6048 real.

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