Lacerda e Quintão mantém troca de farpas durante debate em BH

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 07:08 BRST
 

BELO HORIZONTE, 20 de outubro (Reuters) - Depois de uma semana de tiroteio mútuo, Leonardo Quintão (PMDB) e Marcio Lacerda (PSB), candidatos à prefeitura da capital mineira, voltaram a trocar farpas durante debate promovido pela TV Record na noite de domingo. O clima de animosidade permaneceu durante todo o evento e nem mesmo a semelhança entre diversas propostas apresentadas pelos candidatos foi suficiente para reduzir a tensão.

A própria condição partidária dos candidatos foi motivo de ataques. Lacerda afirmou que o PMDB do adversário segue a linha do coronelismo ao ser comandado por caciques regionais e que tem integrantes "não muito honrados". Quintão, por sua vez, afirmou que, caso seja eleito, fará parceria com o governador Aécio Neves (PSDB), mas "sem submissão", em referência à articulação de Aécio e do prefeito Fernando Pimentel (PT) em torno de Lacerda.

Quintão também afirmou que a aliança montada para apoiar a candidatura socialista, integrada por 12 legendas além do PSDB e PPS que participam informalmente da coligação, é composta por "partidos de aluguel".

O peemedebista, no entanto, evitou ataques diretos ao PT --o candidato a vice de Lacerda é o deputado estadual petista Roberto Carvalho-- e afirmou que não vai desmontar a estrutura da prefeitura de Belo Horizonte, comanda pelo Partido dos Trabalhadores e pelo PSB há 16 anos. "O PT vai estar junto comigo. Não vou mandar ninguém embora", disse.

Além disso, Quintão também voltou a citar os ex-prefeitos Célio de Castro (eleito duas vezes pelo PSB mas já filiado ao PT quando morreu, em julho passado) e Patrus Ananias, atual ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, como exemplos de gestão, a exemplo do que fez em programas veiculados no horário eleitoral gratuito.

Lacerda rebateu e disse que o peemdebista não tem o apoio de Patrus nem do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, ministro Luiz Dulci, também citado nos programas de Quintão. Dulci e Patrus foram contrários ao acordo entre petistas e tucanos na capital mineira, mas não declararam apoio a Quintão, como fizeram outros dissidentes do PT na cidade.

Lacerda, no entanto, também fez referência ao trabalho de Patrus à frente do Executivo municipal. "Belo Horizonte vem sendo bem governada nos últimos 15 ou 20 anos", disse, sem citar explicitamente o nome do ministro.

(Edição de Renato Andrade)