Kassab volta ao mensalão; Marta diz que é "cortina de fumaça"

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 17:25 BRST
 

SÃO PAULO, 20 de outubro (Reuters) - As agressões verbais e provocações que marcaram o debate de domingo na TV Record entre o prefeito de Sáo Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, e a petista Marta Suplicy, continuaram nesta segunda-feira.

Kassab voltou a vincular Marta ao escândalo do mensalão, enquanto a campanha do PT reagiu afirmando que ele usa o fato como "cortina de fumaça" para deixar de explicar suas relações com o ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000).

"Todos sabem que me afastei de Pitta, o que eu questionei é se ela se afastou da turma do mensalão. Ela não respondeu", disse Kassab em entrevista nesta manhã, após um debate em que se mostrou mais agressivo do que em outros programas.

Em nota, o deputado Carlos Zarattini, coordenador-geral da campanha de Marta, afirmou que Kassab "resolveu usar a cortina de fumaça do chamado 'mensalão' para fugir das explicações que deve ao eleitor de São Paulo".

O texto menciona "falsas associações" e diz que Marta não se envolveu com o esquema do PT que veio a público em 2005.

"Todos sabem que Marta não teve nenhum envolvimento com esse assunto. Sendo Kassab quem é, houvesse qualquer insinuação de ligação de Marta com o tema, ele teria explorado isso desde o primeiro dia de campanha. Só tenta fazer isso agora para não ter que responder sobre sua história pessoal, sua trajetória, seu DNA", diz a nota.

Na mesma entrevista, o prefeito classificou como natural o clima tenso do debate da Record e, apesar de afirmar que foram dicutidas propostas, o que se viu foram ataques de parte a parte.

"Minha avaliação (do debate) é positiva. É natural este clima de rivalidade, esse clima de disputa. Ela tem as propostas dela e a gente tem as nossas", disse Kassab a jornalistas no centro da cidade.

Marta, em campanha na zona sul, fez poucos comentários sobre o debate em que se desculpou mais de uma vez por ter criado taxas quando esteve à frente da prefeitura (2001-2004) e por ter veiculado em sua campanha de mídia propaganda que questionou a sexualidade do prefeito.   Continuação...