20 de Novembro de 2007 / às 14:13 / 10 anos atrás

Presidente da BHP defende megafusão com Rio Tinto

Por Kang Shinhye e Marie-France Han

SEUL (Reuters) - O presidente do maior grupo de mineração do mundo, BHP Billiton, defendeu a megafusão proposta pela empresa com a rival Rio Tinto, em face da crescente oposição de grandes siderúrgicas asiáticas.

A Rio Tinto, enquanto isso, está considerando oferecer joint-ventures com a BHP como alternativa à oferta de aquisição feita pela rival maior, publicou o jornal britânico Daily Telegraph.

Sem citar fontes, o jornal informa em sua edição online que a Rio Tinto está preparando um plano preliminar de defesa --Projeto Manchester-- contra a proposta de três ações por uma feita pela BHP.

A Rio Tinto recusou-se a comentar a notícia publicada pelo jornal.

“Acreditamos que é uma boa proposta para acionistas e clientes, mas nós temos muito trabalho pela frente”, disse o presidente-executivo da BHP, Marius Kloppers, à Reuters no caminho para uma reunião com a sul-coreana Posco, quarta maior siderúrgica do mundo, em Seul.

Kloppers tem afirmado que a fusão pode gerar 3,7 bilhões de dólares em economias anuais depois de sete anos por meio de sinergias em minério de ferro, carvão e outras atividades.

“Nós cremos que a sobreposição de operações, o fato de termos uma solução sobre como unir as companhias e os benefícios... tornam a proposta muito boa”, defendeu o executivo nesta terça-feira.

A BHP anunciou em 8 de novembro que entrou em contato com a Rio Tinto, terceira maior mineradora do mundo, com uma oferta de aquisição toda em ações e que atualmente está avaliada em cerca de 122 bilhões de dólares. A Rio Tinto rapidamente rejeitou a oferta considerando-a como muito baixa.

A união da BHP com a Rio Tinto pode criar a maior força mineradora do mundo, com controle de enormes reservas de minério de ferro, cobre, carvão, urânio, diamante e commodities de uso industrial.

Representantes da indústria afirmam que a entidade combinada terá controle sobre 40 por cento do comércio mundial de minério de ferro transportado pelo mar e 60 por cento das importações de minério de ferro do Japão. Siderúrgicas japonesas afirmaram na segunda-feira que são fortemente contrárias à fusão.

A união pode elevar os custos de siderúrgicas asiáticas já que a consolidação reduzirá o poder de barganha das empresas em contratos de fornecimento de longo prazo de minério de ferro.

Já a indústria siderúrgica chinesa, a maior do mundo, está preocupada com a possibilidade de criação de um “monopólio ainda maior” de minério de ferro, a principal matéria-prima do setor, publicou o China Metallurgical News, citando um representante não-identificado da Associação de Ferro e Aço da China.

A China já consome metade de todo o minério de ferro que a BHP produz. A empresa, a Rio Tinto e a brasileira Companhia Vale do Rio Doce controlam cerca de 70 por cento da commodity comprada pela China.

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