IPCA-15 sobe 4,36% no ano, alimentos destacam-se

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 09:39 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou mais que o esperado em dezembro, por conta da continuidade da pressão dos alimentos, e encerrou 2007 no maior patamar desde 2005.

O IPCA-15 subiu 0,70 por cento em dezembro, ante expectativa de analistas ouvidos pela Reuters de 0,59 por cento. Em novembro, a alta foi de 0,23 por cento.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007 a alta do indicador foi de 4,36 por cento, contra 2,96 por cento no ano passado.

A principal contribuição para o índice em dezembro veio do grupo Alimentação e Bebidas, com alta de 1,73 por cento.

"Os alimentos foram os principais responsáveis pelo IPCA-15 do mês, com 0,37 ponto percentual de contribuição (mais da metade do índice). A maior contribuição individual ficou com o item carnes", informou o IBGE em comunicado nesta quinta-feira.

No ano, o grupo subiu 10,09 por cento, refletindo os maiores preços de feijão carioca (alta de 103,96 por cento), batata inglesa (70,43 por cento), leite e derivados (20,52 por cento) e carnes (18,09 por cento).

Outras pressões para a alta do IPCA-15 beste mês vieram do álcool combustível, com alta de 11,45 por cento; gasolina, com avanço de 1,06 por cento, e cigarros, com elevação de 3,60 por cento.

Por outro lado, no ano, o destaque de queda foi energia elétrica, que ficou 5,45 por cento mais barata.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.

A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

(Reportagem de Rodrigo Gaier e Vanessa Stelzer; Edição de Cesar Bianconi)