20 de Dezembro de 2007 / às 11:37 / 10 anos atrás

Mercado de trabalho bate recordes em novembro

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado de trabalho brasileiro apresentou em novembro recorde em vários indicadores, abrindo espaço para uma taxa de desemprego inédita na faixa dos 7 por cento em dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Ao levar em consideração o atual momento do mercado de trabalho e a queda média na série histórica de um ponto percentual de novembro para dezembro, é provável que tenhamos taxa em torno de 7,2 por cento em dezembro... O mercado de trabalho está 'bom à beça"', disse Cimar Pereira, técnico do IBGE.

A taxa de desemprego em novembro --de 8,2 por cento ante 8,7 por cento em outubro-- foi a menor da série iniciada em 2002; o nível de ocupação foi o mais alto da história; o patamar de desocupação foi o mais baixo da série e o emprego com carteira bateu recorde.

"Foi um mês de melhora generalizada", disse o economista do IBGE. "Qualquer reflexo que você tenha no mercado de trabalho é consequência do comportamento da economia. Em um cenário econômico mais favorável os empresários se sentem mais seguros para investir e contratar empregados", acrescentou.

Ele lembrou que em novembro a população desocupada alcançou 1,9 milhão de pessoas, terceiro menor contingente da série, atrás apenas dos meses de dezembro de 2005 e 2006.

"O resultado de novembro é importante porque em dezembro há mais contratações pelo comércio e menor procura por trabalho em razão das festas de fim de ano", destacou Pereira.

De janeiro a novembro, a taxa média de desemprego está em 9,5 por cento (a mais baixa da série), ante 10,1 por cento no mesmo período de 2006.

O emprego com carteira assinada cresceu no mês passado 8,2 por cento, atingindo a maior expansão da série e o equivalente a mais 709 mil empregados formais no mercado de trabalho.

O percentual de empregados com carteira no mercado de trabalho alcançou o recorde de 43,5 por cento em novembro e de 42,4 por cento no ano de 2007. "Esse é o boom da carteira de trabalho em 2007. Mas ainda está abaixo do desejado. Se levar em conta o funcionalismo público ainda temos metade do contingente de trabalhadores na informalidade", avaliou.

RENDIMENTO SOBE

O crescimento do trabalho formal está contribuindo em 2007 para o aumento no rendimento de 3,3 por cento em relação ao mesmo período de 2006.

A renda média está em 1.131,91 reais no ano de 2007.

"A renda em novembro em reais é a maior para um mês de novembro desde 2002. Mas na média do ano ainda estamos devendo para o ano de 2002", declarou Pereira ao citar que o rendimento médio em 2002 ficou em 1.200,02 reais.

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