China quer mediador para disputa de petroleiras com o Equador

quarta-feira, 21 de novembro de 2007 12:56 BRST
 

Por Chen Aizhu

PEQUIM (Reuters) - As petrolíferas estatais da China recorreram a mediadores internacionais para alterar a decisão do Equador sobre a aplicação de um novo imposto, argumentando que a medida coloca em risco milhões de dólares em investimentos no país sul-americano, disseram executivos do setor.

As declarações vieram um dia após uma visita do presidente equatoriano, Rafael Correa, ao presidente chinês, Hu Jintao. Correa havia anunciado a imposição das taxas adicionais em outubro, numa tentativa de compartilhar lucros adicionais das petroleiras que atuam no país.

O Equador fechou contratos com a empresa chinesa Sinochem Corp e com uma companhia dirigida pela China National Petroleum Corp (CNPC) e pela Sinopec antes dos preços do petróleo atingirem o nível atual, próximo de 100 dólares o barril.

Um funcionário ligado às operações da CNPC no Equador disse que o imposto obrigaria projetos chineses no país a "deixar o mercado" e levaria Pequim a repensar os investimentos nas nações produtoras de petróleo com "recursos limitados e riscos crescentes".

"A CNPC está se preparando para levar o caso a Haia", disse o funcionário, referindo-se ao Tribunal Internacional de Justiça com sede nos Países Baixos.

"A companhia possivelmente não conseguiria sobreviver se o Equador começasse a cobrar taxas extraordinárias", acrescentou.

Correa surpreendeu os investidores quando se apropriou de quase todo o lucro adicional das petroleiras trazido pelo aumento de preço do petróleo sobre o preço contratual estabelecido.

Pelo decreto de outubro, Correa disse que o Equador aumentaria a participação estatal sobre o "lucro petroleiro extraordinário" das empresas estrangeiras para 99 por cento, em comparação a 50 por cento.   Continuação...