RPT-Mangabeira propõe rede de indústrias na Amazônia

quarta-feira, 21 de maio de 2008 07:49 BRT
 

(Repete texto publicado na noite da véspera)

CUIABÁ, 21 de maio (Reuters) - O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, descartou na terça-feira a militarização da Amazônia como saída para combater o desmatamento e propôs a criação de uma rede de indústrias para viabilizar economicamente a região.

Indicado para coordenar o Plano Amazônia Sustentável (PAS), considerado o estopim da saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, Mangabeira Unger propôs cinco iniciativas para reduzir os danos à floresta e para ocupar a região de cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados de modo ordenado.

Mangabeira destacou como iniciativa do PAS uma rede de indústrias em toda a Amazônia, ao lado de grandes cidades, "que transforme produtos florestais, madeireiros e não madeireiros; que fabrique tecnologia apropriada ao manejo sustentável de uma floresta tropical, e também transforme produtos minerais e agropecuários", disse.

"Estamos conscientes da necessidade de incentivos para a instalação de empresas florestais e para a agregação de valor nas indústrias agropecuárias e minerais", acrescentou.

As outras iniciativas são a regularização fundiária, o zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, a construção de uma agricultura moderna e democratizada e a formação de recursos humanos para um novo modelo do ensino médio, hoje "fraco", que combine capacitação técnica e profissionalizante.

"Sem projetos econômicos não haverá estruturas produtivas e sociais organizadas. E uma vasta região sem essas estruturas, é difícil de se defender", afirmou a jornalistas em Cuiabá, após reunir-se com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi para tratar de ações do PAS no Estado.

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