21 de Maio de 2008 / às 12:21 / em 9 anos

Desemprego brasileiro é o menor para abril desde 2002

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O desemprego brasileiro caiu em abril pelo segundo mês seguido e registrou a menor taxa para o período desde o início da série histórica, em 2002, sugerindo que o mercado de trabalho está antecipando as contratações.

Na avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o movimento deve manter a taxa de desemprego em queda.

A taxa nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou em 8,5 por cento no mês passado, ante 8,6 por cento em março. Analistas consultados pela Reuters previam manutenção em 8,6 por cento.

“A tendência é essa (de novas quedas na desocupação). Estamos vivendo uma entrada de ano muito parecida com 2007, com o detalhe de que a taxa de desocupação está muito menor, 1,6 ponto percentual menor que o observado no ano passado, o que é uma queda significativa para a taxa de desocupação”, disse a jornalistas o economista do IBGE Cimar Pereira.

No ano passado, a taxa de desemprego começou a declinar a partir de maio. “Em anos anteriores, nessa época do ano (abril), a taxa ainda estaria subindo e só começaria a cair no segundo semestre”, adiciounou Pereira.

A queda na desocupação foi puxada pelo aumento da população ocupada, que subiu 0,5 por cento em abril, o equivalente a 105 mil novos postos de trabalho. Além disso, a população desocupada caiu 0,1 por cento, o equivalente a 2 mil pessoas.

Ante abril do ano passado, a população ocupada subiu 4,3 por cento e a população desocupada recuou 13,9 por cento.

Cimar destacou que o recuo da população desocupada equivale à quase totalidade das populações desocupadas de Porto Alegre e Belo Horizonte, que somam 308 mil pessoas.

MAIS EMPREGO FORMAL E RENDA

Em abril, houve aumento na ocupação acompanhado por um ganho de qualidade, uma vez que o emprego com carteira no setor privado subiu em 139 mil vagas, o equivalente a 1,5 por cento de alta frente a março. Na comparação com abril do ano passado, o crescimento chega a 9,9 por cento. O emprego sem carteira caiu 1,3 por cento sobre março e 4,7 por cento na comparação anual.

O nível de formalidade no mercado de trabalho brasileiro bateu novo recorde em abril, ao atingir 54,9 por cento da população ocupada.

“A terceirização e o aumento da fiscalização contribuem para o aumento da formalidade no mercado de trabalho”, afirmou Pereira.

O IBGE acrescentou que o rendimento médio do trabalhador subiu 1 por cento em abril na comparação com março, para 1.208,10 reais. O valor é o maior desde outubro de 2002.

“O recorde só não foi batido devido à queda da renda de 0,2 por cento em São Paulo”, frisou o economista. “Houve aumento de empregos com carteira em São Paulo no mês de abril, mas é natural que as pessoas que começam a ter a carteira assinada iniciem com salários mais baixos.”

Reportagem de Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier; Edição de Alexandre Caverni

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