BOVESPA-Índice esboça 3a alta seguida com ajuda de commodities

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 12:07 BRT
 

SÃO PAULO, 21 de agosto (Reuters) - A disparada do petróleo nos mercados internacionais, apoiada à melhora nos preços de outras commodities, garantia um bom comportamento para as principas ações brasileiras e para a bolsa de valores de São Paulo, que caminha para sua terceira sessão consecutiva de alta.

Às 11h55 (horário de Brasília) o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subia 0,29 por cento, aos 55.539 pontos. O volume financeiro era de 1,7 bilhão de reais.

Mesmo após subir mais de 3 por cento na véspera, o Ibovespa ainda conseguia extrair forças da retomada de alta dos preços dos metais no mercado internacional, o que refletia no bom desempenho dos papéis do setor siderúrgico.

As ações da Usiminas (USIM5.SA: Cotações), CSN (CSNA3.SA: Cotações) e Gerdau (GGBR4.SA: Cotações) tinham valorização entre 0,31 e 1,60 por cento.

A possibilidade de um pacote de estiímulo econômico na China também gerava efeitos positivos sobre os negócios nesta quinta-feira.

"Subimos novamente ajudados pelos preços das commodities, principalmente por conta ainda da repercussão do pacote de estímulo econômico da China", apontou Bruno Lembe, sócio da m2 Investimentos, citando as notícias sobre o possível pacote de estímulo a ser anunciado por Pequim.

Ainda no lado das commodities, o terceiro dia consecutivo de alta no preço do petróleo dava força para as preferencias da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), que subiam 2,86 por cento, para 35,19 reais.

O barril do petróleo negociado nos Estados Unidos subia mais de 5 dólares, para 121,25 dólares o barril.

A maior alta da sessão vinha das ordinárias da Eletrobras (ELET3.SA: Cotações), que chegaram a subir 8 por cento e operavam com valorização de 3,99 por cento, depois que a empresa comunicou que fará um aumento de capital para pagar dividendos antigos.

Na outra ponta, o pior desempenho vinha dos papéis da Braskem (BRKM5.SA: Cotações), outra empresa que tem seu balanço impactado diretamente pela valorização do petróleo, devido ao aumento no custo da nafta. A ação da empresa perdia 3,07 por cento, para 12 reais.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa e Filipe Pacheco; Edição de Renato Andrade)