ANÁLISE-EUA terão impacto limitado sobre PIB brasileiro em 2008

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 18:15 BRST
 

Por Daniela Machado

SÃO PAULO (Reuters) - O medo de uma recessão nos Estados Unidos ganhou força nos últimos dias e, embora tenha sacudido os mercados financeiros no Brasil, deve ter impacto limitado sobre o crescimento do país este ano. Para analistas, o Produto Interno Brasileiro (PIB) ainda vai crescer entre 4,0 e 4,5 por cento.

A avaliação é de que a economia pode se amparar na demanda interna e mesmo nas exportações para a Ásia, continente que se destaca na demanda por commodities brasileiras.

"Dentro desse universo de problemas, o Brasil continua bem posicionado porque tem um portfólio de exportações relativamente bem amplo", afirmou à Reuters o economista-chefe do Banco Itaú, Tomás Málaga.

"Não há dúvida de que vai ter alguma desaceleração... Nosso cenário básico aponta crescimento próximo de 4 por cento, mas acima dessa marca."

Segundo Málaga, a crise oriunda do mercado imobiliário de alto risco (subprime) dos EUA "não provocará necessariamente uma queda muito grande no nível de atividade da Ásia".

O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, por outro lado, destacou a força da demanda interna.

"Impacto (no crescimento brasileiro) vai ter. Tem impacto direto porque o Brasil deixaria de exportar mais para os Estados Unidos e outros países, mas como as exportações não são o principal motor da nossa economia atualmente o impacto não é grande", afirmou.

"O crescimento está dependendo mais da demanda interna", acrescentou o economista, que espera expansão de 4,5 por cento.   Continuação...