21 de Março de 2008 / às 18:25 / 9 anos atrás

McCain classifica de inaceitável conduta da China no Tibet

<p>O candidato republicano &agrave; Presid&ecirc;ncia dos EUA John McCain classificou na sexta-feira como inaceit&aacute;vel o comportamento da China no Tibet e fez um apelo para que Pequim busque um fim pac&iacute;fico para os confrontos entre manifestantes e a pol&iacute;cia. Photo by Philippe Wojazer</p>

PARIS (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos EUA John McCain classificou na sexta-feira como inaceitável o comportamento da China no Tibet e fez um apelo para que Pequim busque um fim pacífico para os confrontos entre manifestantes contrários ao governo chinês e a polícia.

"Uma das primeiras coisas sobre as quais eu falaria se fosse presidente dos Estados Unidos hoje seria o que está acontecendo no Tibet", disse McCain a jornalistas após reunir-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Paris.

"Não é correto que as pessoas lá estejam sendo submetidas a um mau tratamento. Isso não é uma conduta aceitável para uma potência mundial, que é o que a China é", disse.

Os comentários de McCain se juntam às críticas internacionais contra a maneira usada pela China para lidar com os protestos na capital do Tibet, Lhasa. O governo tibetano no exílio afirma que a China já matou 99 pessoas.

A China afirma que 13 "civis inocentes" foram mortos nas manifestações e acusa o Dalai Lama de estar por trás dos protestos.

A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, disse mais cedo na sexta-feira que o Tibet é um desafio à consciência mundial e pediu uma investigação internacional para limpar o nome do Dalai Lama.

McCain disse não ter discutido a questão do Tibet com Sarkozy, mas afirmou que a China, que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos, corre o risco de prejudicar sua imagem internacional.

"Tem de haver respeito aos direitos humanos, seja no Tibet ou em qualquer outro lugar do mundo", disse McCain.

"Espero que a China anuncie que está buscando ativamente uma solução pacífica para esta situação que prejudica não os direitos humanos das pessoas, mas também a imagem da China no mundo."

Reportagem de James Mackenzie

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