BOLSA EUROPA-Mercados sobem após resultado do Bank of America

segunda-feira, 21 de julho de 2008 10:23 BRT
 

Por Sitaraman Shankar

LONDRES, 21 de julho (Reuters) - O índice europeu de ações operava em alta nesta segunda-feira, graças ao desempenho de petrolíferas, que subiam junto com o preço do petróleo, e o HSBC, que avançava depois que um artigo afirmou que um fundo soberano chinês pode estar interessado em adquirir participação na instituição financeira.

Ainda, a alta ganhava força depois da divulgação do balanço trimestral do Bank of America (BAC.N: Cotações), que veio melhor que o esperado.

Às 10h19 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 .FTEU3, que acompanha as principais empresas européias, apresentava valorização de 0,96 por cento, para 1.175 pontos, perto das máximas do dia, numa sessão volátil em que o índice chegou a cair 0,9 por cento no início da sessão.

A BP (BP.L: Cotações), Royal Dutch Shell (RDSa.L: Cotações) e Total (TOTF.PA: Cotações) subiam entre 0,4 e 1,4 por cento, animadas pela alta no preço do petróleo, que subia para 1,5 por cento, para 130,7 dólares o barril CLc1, nos Estados Unidos.

O HSBC (HSBA.L: Cotações) tinha alta de 3,5 por cento depois que o Daily Telegraph publicou que o presidente do conselho se reuniu com representantes do China Investment Corporation (CIC) nos últimos meses sobre a possibilidade do fundo comprar ações do banco no mercado. Representantes do CIC não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Ações de mineradoras também subiam, acompanhando a alta no cobre e ouro. A Kazakhmys (KAZ.L: Cotações), BHP Billiton (BLT.L: Cotações), Lonmin (LMI.L: Cotações) e Vedanta (VED.L: Cotações) tinham altas entre 3,3 e 4,7 por cento.

Mas analistas afirmaram que as ações européias, que acumulam queda de 23 por cento no ano, continuam sob pressão.

"A segunda leva do movimento de vendas foi desencadeada por uma fonte diferente depois do início da crise de crédito -- crescentes pressões inflacionárias, que estão se firmando nos países emergentes", afirmou Roger Noddings, chefe de investimento do HSBC Investments, no Reino Unido.   Continuação...