Eike e empresa chinesa querem produzir energia solar no Brasil

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 18:40 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 21 de fevereiro (Reuters) - O empresário Eike Batista quer viabilizar o uso da energia solar no Brasil e para isso fechou uma parceria com a chinesa Yigli, uma das maiores produtoras de painéis fotovoltaicos do mundo, visando atender o mercado brasileiro e de toda a América Latina.

A energia solar hoje é um das mais caras, com o megawatt em torno dos 240 dólares enquanto a hidroeletricidade, fonte de maior peso na matriz elétrica brasileira, gira em torno dos 50 dólares. Para o empresário, a tendência é de que essa diferença diminua substancialmente ao longo dos anos.

"Tenho total confiança que em 2015 estaremos cuspindo mil megawatts de energia solar", afirmou, estimando que já em 2011 a energia solar deverá custar a metade do que custa hoje.

Uma planta piloto de equipamentos para captar a energia do sol será instalada na área onde está sendo construído o Porto de Açu, no Rio de Janeiro, projeto da LLX, empresa de logística de Eike. A produção inicial, prevista para 2009, será para uma capacidade instalada de 50 megawatts.

"A energia solar é a única que terá seu preço reduzido ao longo do tempo, as outras só tendem a subir", declarou o empresário que nos últimos anos vem consquistando posições relevantes em setores como mineração, petróleo, gás, energia e entretenimento.

Segundo Eike, a empresa chinesa entrará na parceria com tecnologia enquanto a MPX irá comprar os terrenos para instalação dos painéis fotovoltaicos e da planta de produção. A energia produzida terá sua comercialização compartilhada. Como locais prováveis para a instalação dos painéis Eike citou o Nordeste; o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; e áreas ao longo de linhas de transmissão de energia.

A MPX, braço de energia elétrica da EBX, holding que reúne as sete empresas do grupo, possui nove projetos de energia em implantação baseados principalmente em termelétricas a carvão. Segundo Eike, a tendência é de que com o tempo essa fonte ceda lugar à energia solar, menos poluente.

"A MPX vai se transformar em uma gigantesca empresa de energia solar", previu o empresário.

(Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora)