21 de Outubro de 2008 / às 14:47 / 9 anos atrás

Tupi é rentável mesmo com preços do petróleo inferiores--Galp

LISBOA, 21 de outubro (Reuters) - A exploração do campo de Tupi seria rentável mesmo com preços do petróleo substancialmente inferiores aos atuais, disse Manuel Ferreira de Oliveira, diretor-executivo (CEO) da Galp Energia (GALP.LS).

O Goldman Sachs informou que a recente queda abrupta dos preços do produto poderia colocar em dúvida a rentabilidade dos investimentos previstos para a rica bacia de Santos, prevendo que seriam viáveis somente se o preço permanecer acima de 70 dólares o barril.

O contrato dezembro do petróleo tipo brent cai mais de 3 por cento nesta terça-feira, ficando abaixo dos 70 dólares.

“Tupi é um reservatório gigantesco que é rentável a preços (do petróleo) substancialmente inferiores aos atuais”, afirmou Oliveira a jornalistas durante uma conferência sobre energia.

A Galp detém 10 por cento de Tupi em consórcio com a Petrobrás (PETR4.SA), que é operadora.

“Não temos nenhum investimento em questão com os atuais preços do petróleo e aqueles que prevemos podem vir a acontecer”, revelou ele.

Ferreira de Oliveira enfatizou que os planos da companhia são feitos com base em cenários a longo prazo.

“Não faço futurologia. Testamos todos os nossos investimentos (...) para proteger a sua viabilidade a longo prazo. Os investimentos no setor não se fazem com base nos preços de hoje, fazem-se com base nos preços de 20 anos atrás”, adiantou o CEO.

A Galp tem em curso projetos de exploração no Brasil e na Angola.

Na distribuição de combustíveis, a companhia prevê que a partir de janeiro do ano que vem passará a ter o mesmo volume de vendas na Espanha e em Portugal, disse Ferreira de Oliveira.

Ele acrescentou que a empresa vai continuar abaixando os preços da gasolina e do gasóleo, caso os preços a nível internacional continuem em queda.

Sobre a suspensão da venda de 7 por cento da Galp pelo governo português, Oliveira assegurou que não afetará a companhia.

“A empresa sente-se muito bem com o Estado possuindo essas ações”, afirmou.

O governo anunciou na apresentação do Orçamento do Estado para 2009, no dia 15 de outubro, a decisão de suspender a última fase de privatização da Galp até existirem condições de mercado.

A Galp é controlada em 33,3 por cento pela Amorim Energia e em 33,3 por cento pela italiana ENI (ENI.MI).

Quanto à recente queda da cotação, a companhia frisou que é normal já que atua em uma área de negócio volátil.

Por Elisabete Tavares

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