Pará mantém ação contra madeireiras, apesar de protesto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008 19:50 BRT
 

Por Carmen Munari

SÃO PAULO/TAILÂNDIA (Reuters) - Depois da ocorrência de violentos protestos de madeireiros em Tailândia, município no nordeste do Pará, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) suspendeu a operação de retirada de grande volume de madeira apreendida, mas avisa: vai executar a medida e leiloar o material apreendido, como previsto.

"Foi uma reação de madeireiros inescrupulosos, acostumados a trabalhar assim, enquanto os governos anteriores do Pará não agiam", disse a governadora à Reuters por telefone nesta quinta-feira. Ela afirmou que o Estado retirou da cidade os servidores e fiscais que corriam perigo.

"Não vamos nos intimidar", completou. Ainda não há, no entanto, uma data para a continuidade da ação e o mais provável é que o dia seja mantido em sigilo para evitar a violência.

"A operação vai continuar. Vamos tirar a madeira de lá. A operação pode demorar 15, 30, 40 dias, mas vamos retirar", garantiu a governadora.

Foram apreendidos em Tailândia, a 235 km de Belém, 13 mil metros cúbicos de madeira ilegal na semana passada e apenas uma parcela das 140 serrarias cadastradas foi avaliada pelo governo paraense na ação em conjunto com o Ibama. A previsão é de que a retirada da madeira, que permanece com as madeireiras, necessite de uma frota de 500 caminhões.

Ana Júlia disse ainda que vem discutindo com seus auxiliares a necessidade da cooperação com a Força Nacional de Segurança Pública (força de elite requisitada por Estados ao governo federal) na continuidade das medidas.

"Por enquanto não achamos necessário, estamos dando conta. Mas não vamos nos furtar", declarou.

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