Desemprego sobe em julho, mas mercado de trabalho segue forte

quinta-feira, 21 de agosto de 2008 11:25 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego no país subiu inesperadamente em julho, mais ainda não representa um inversão na tendência de evolução do mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação subiu para 8,1 por cento, ante 7,8 por cento em junho. Analistas consultados pela Reuters esperavam uma taxa de 7,7 por cento para julho.

Ainda assim, essa foi a menor taxa para meses de julho desde do início da série do IBGE, em 2002. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego era de 9,5 por cento.

"É cedo para pegar um ponto e fazer uma análise negativa após meses de melhora no mercado de trabalho... O mercado apresentou números muito bons no segundo trimestre e a movimentação em julho ficou mais tímida", disse Cimar Pereira, economista do IBGE.

Depois de quatro quedas mensais consecutivas, a taxa subiu em julho refletindo o aumento do número de pessoas à procura de trabalho. Ao mesmo tempo, a população ocupada ficou praticamente estável, em 21,7 milhões.

A taxa de desemprego subiu de junho para julho em regiões como Recife e Rio de Janeiro.

"Se agosto apresentar uma variação de alta significativa aí sim poderemos dizer que a desaceleração da economia provocada por juros e inflação mais elevados pode estar afetando o mercado de trabalho", avaliou o economista.

Pereira destacou que quase todas as variáveis de julho são as melhores para esse mês em toda a série e que ao longo de um ano o mercado de trabalho abriu 836 mil postos de trabalho sendo que 687 mil foram com carteira de trabalho assinada.   Continuação...