21 de Agosto de 2008 / às 12:23 / 9 anos atrás

Desemprego sobe em julho, mas mercado de trabalho segue forte

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego no país subiu inesperadamente em julho, mais ainda não representa um inversão na tendência de evolução do mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de desocupação subiu para 8,1 por cento, ante 7,8 por cento em junho. Analistas consultados pela Reuters esperavam uma taxa de 7,7 por cento para julho.

Ainda assim, essa foi a menor taxa para meses de julho desde do início da série do IBGE, em 2002. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego era de 9,5 por cento.

"É cedo para pegar um ponto e fazer uma análise negativa após meses de melhora no mercado de trabalho... O mercado apresentou números muito bons no segundo trimestre e a movimentação em julho ficou mais tímida", disse Cimar Pereira, economista do IBGE.

Depois de quatro quedas mensais consecutivas, a taxa subiu em julho refletindo o aumento do número de pessoas à procura de trabalho. Ao mesmo tempo, a população ocupada ficou praticamente estável, em 21,7 milhões.

A taxa de desemprego subiu de junho para julho em regiões como Recife e Rio de Janeiro.

"Se agosto apresentar uma variação de alta significativa aí sim poderemos dizer que a desaceleração da economia provocada por juros e inflação mais elevados pode estar afetando o mercado de trabalho", avaliou o economista.

Pereira destacou que quase todas as variáveis de julho são as melhores para esse mês em toda a série e que ao longo de um ano o mercado de trabalho abriu 836 mil postos de trabalho sendo que 687 mil foram com carteira de trabalho assinada.

Além disso, a taxa média de desemprego no ano está em 8,2 por cento, contra 9,8 por cento nos sete primeiros meses de 2007.

"A média até agora é igual a taxa de novembro de 2007 que foi uma das mais baixas da série. Essa média também é a menor desde o início da série", destacou Pereira.

RENDIMENTO SOBE

Depois de dois meses em queda, o rendimento dos trabalhadores apresentou um ligeiro crescimento de 0,1 por cento de junho para julho. "A desaceleração da inflação em julho já contribuiu para a recuperação do rendimento", frisou Cimar Pereira.

O rendimento médio ficou em 1.224,40 reais, de acordo com o IBGE. "Foi o melhor julho desde 2002. Ainda estamos 6,2 por cento abaixo do rendimento de julho de 2002. Não recuperamos as perdas acumuladas", disse o economista, ao lembrar que em julho de 2002 o rendimento médio era equivalente a 1.305,70 reais.

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