October 23, 2007 / 4:15 AM / 10 years ago

Bancos lançam esforço para reforma após crise de crédito

4 Min, DE LEITURA

Por Thomas Atkins e John Poirier

WASHINGTON, 22 de outubro (Reuters) - O grupo que reúne os maiores bancos do mundo aceitou ter responsabilidade pela crise no segmento de crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos e lançou um amplo programa de reforma criado para reparar rachas nos mercados crédito.

"Assumimos responsabilidade", informou Josef Ackermann, presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), o grupo que reúne 375 dos maiores bancos e instituições financeiras do mundo.

Baseado em Washington, o IIF divulgou um plano para o estabelecimento de padrões na indústria financeira já no início de 2008 para resolver a fraqueza sistêmica que disparou a crise.

O plano do IIF coloca os maiores bancos do mundo em uma corrida contra autoridades governamentais do Fórum de Estabilidade Financeira (FSF, na sigla em inglês) liderado pelo G7. Ele também tem como objetivo propor medidas ao setor bancário que são indicadas para reduzir a fraqueza que gerou a crise.

No fim de semana, líderes do G7 reunidos em Washington exigiram que a comissão regulatória global proponha soluções para a crise de crédito até a próxima reunião do grupo, marcada para abril.

"Ninguém nesta mesa ou no conselho está apontando dedos para autoridades regulatórias ou agências de classificação de risco", disse William Rhodes, vice-presidente sênior do Citigroup (C.N) e vice-presidente do IIF. "Esta é nossa responsabilidade."

O esforço de reforma acontece em um momento em que bancos dos Estados Unidos e autoridades financeiras correm para montar apoio a um fundo de 80 bilhões de dólares para resgate de dívidas organizado pelo Bank of America (BAC.N), Citigroup (C.N) e JPMorgan Chase (JPM.N).

O fundo tem como objetivo evitar perdas de bilhões de dólares com bônus de Veículos de Investimento Estruturado (SIV, na sigla em inglês), que são relacionados a hipotecas de alto risco e outros tipos de dívida.

Ackermann aconselhou integrantes do mercado financeiro que estão sob o peso de ativos sem liquidez para realizar baixas contábeis de seus valores agora enquanto o setor financeiro está forte, em vez de carregar qualquer incerteza que tem feito os bancos temerem fazer empréstimos entre si.

"Se nós marcarmos eles agora e assumirmos os impactos nós estamos fornecendo transparência... sem colocar em risco o sistema financeiro como um todo", disse Ackermann.

O IIF quer ditar padrões para administração de risco, subscrição de crédito e precificação e lidar com a complicada questão de risco fora de balanço, os chamados "conduits". O grupo também quer identificar como os bancos deveriam administrar os tipos de risco de liquidez que enfrentaram nos últimos meses.

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