Daimler é afetada por queda no dólar,mas não vê recessão nos EUA

quinta-feira, 22 de novembro de 2007 10:26 BRST
 

HAMBURGO, Alemanha (Reuters) - O presidente-executivo da Daimler, Dieter Zetsche, não espera uma contração na economia dos Estados Unidos como resultado das altas no preço do petróleo e da crise no mercado imobiliário norte-americano.

"Pessoalmente não antecipo uma recessão nos Estados Unidos, mas sim uma redução no crescimento", disse Zetsche à repórteres em Hamburgo na noite de quarta-feira, acrescentando que a menor demanda pode impactar o mercado de automóveis do país.

O executivo também rebateu a especulação no mercado de que a Cerberus [CBS.UL], que comprou da Daimler 80 por cento de participação na norte-americana Chrysler, entrou em contato com a montadora alemã para aumentar um empréstimo de 1,5 bilhão de dólares.

Ele também afirmou que não vê nenhuma vantagem para a Daimler em vender seus 22,5 por cento de participação no grupo aeroespacial europeu EADS, apesar das notícias sobre atrasos na produção da Airbus.

"Do ponto de vista de um acionista da Daimler, nós seríamos precariamente aconselhados a vender essa participação agora ou num futuro possível e não ao menos tomar parte no aumento em seu valor e depois decidir qual o próximo passo", explicou Zetsche.

Assim como a EADS, que procura 1 bilhão de euros adicionais (1,5 bilhão de dólares) em economias para compensar os problemas de exportação decorrentes de um euro mais forte, Zetsche afirmou que a Daimler teria que aumentar a produtividade ainda mais para equilibrar a diferença no câmbio.

"Nós só podemos tentar melhorar nossa posição de custos", pontuou. "Temos uma tarefa ainda maior de aumentar a produtividade. Isso é doloroso no início."