Aneel homologa consórcio da Suez como vencedor de Jirau

terça-feira, 22 de julho de 2008 12:33 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou nesta terça-feira o resultado do leilão de venda da concessão da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO), após negar recurso contra a venda feito pela construtora Odebrecht.

A decisão não afasta, no entanto, um possível novo recurso da Odebrecht contra o consórcio vencedor do leilão de Jirau, liderado pela Suez Energy, com 50,1 por cento, e composto ainda por Camargo Corrêa (9,9 por cento ) e as estatais Eletrosul (20 por cento) e Chesf (20 por cento).

Nessa primeira tentativa de reverter o resultado, a Odebrecht questionou a venda para o consórcio Energias Sustentável, sem entrar no mérito do projeto, informou a assessoria da Aneel.

A homologação do leilão era necessária para a assinatura do contrato de concessão do empreendimento que acrescentará ao sistema elétrico brasileiro uma capacidade de geração de 3.300 megawatts a partir de 2013. O consórcio vencedor já afirmou no entanto que vai antecipar a operação para 2011, se não houver mais recursos do consórcio derrotado.

Segundo informou no final da semana passada o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o prazo para assinatura do contrato de concessão será antecipado de dezembro para entre agosto e setembro. O governo considera o projeto fundamental para garantir o abastecimento de energia nos próximos anos.

Somente após a assinatura do contrato o consórcio perdedor poderá questionar o projeto básico apresentado pela Suez, que mudou em 9 quilômetros a localização da construção da hidrelétrica, alterando um estudo feito por Odebrecht e Furnas em 2001.

"Depois da assinatura do contrato de concessão, o projeto básico será analisado pela Aneel, nessa ocasião poderá ser aceito ou rejeitado (pela agência)", explicou o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, ao ler seu voto a favor da homologação do leilão.

De acordo com o presidente do consórcio vencedor, Victor Paranhos, se não houver mais recurso da Odebrecht, as obras poderiam ser iniciadas em setembro, quando será aberta uma "janela hidrológica", ou seja, começa o período de estiagem de chuvas na região, viabilizando a obra.   Continuação...