PANORAMA1-Investidor espera ata do Copom sem tirar EUA do radar

segunda-feira, 22 de outubro de 2007 07:41 BRST
 

Por Daniela Machado

SÃO PAULO, 22 de outubro (Reuters) - O medo de uma recessão nos Estados Unidos voltou a assombrar os mercados mundiais no final da semana passada e o tema deve continuar "em voga".

Sem indicadores de peso na agenda norte-americana, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, pode trazer dicas sobre a política monetária em um evento sobre perspectivas econômicas, às 21h (horário de Brasília).

Na sexta-feira, o mercado futuro chegou a precificar 98 por cento de chance de um novo corte de juro pelo Fed na reunião deste mês.

O petróleo recuou das máximas históricas, mas ainda não é carta fora do baralho. O fato de a commodity estar perto de 90 dólares por barril também pressiona o humor de investidores, empresários e consumidores, numa combinação desanimadora para a atividade norte-americana.

No Brasil, o Banco Central dá início à rodada de divulgação de relatórios referentes a setembro com o de contas públicas. Mas a atenção do investidor está mesmo na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a Selic foi mantida depois de dois anos de cortes.

No fim de semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez novas críticas ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas reconheceu que a proposta do Fundo de redistribuir entre os países em desenvolvimento 10 por cento de participação na instituição não é ideal, mas é um avanço. [ID:nN22460726]

O ministro, que participou das reuniões de outono do Fundo e do Banco Mundial informou que o governo brasileiro estuda a criação de um fundo soberano de investimentos, que poderá administrar cerca de 10 bilhões de dólares das reservas internacionais do país [ID:nN2263266]. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também confirmou o estudo.

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