ATUALIZA-SUZANO investirá menos em 2009 por causa de crise

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 16:03 BRST
 

(Texto atualizado com mais informações)

SÃO PAULO, 22 de outubro (Reuters) - A Suzano Papel e Celulose SUZB5.SA reduzirá em 2009 investimentos em relação a este ano para proteger seu caixa diante de um cenário que aponta para retração na demanda internacional, principalmente da China, câmbio mais alto e preços menores.

Sem divulgar valores, o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, afirmou nesta quarta-feira que o objetivo da empresa será manter os gastos de manutenção das atividades e de expansão de florestas que alimentarão novas unidades de produção de celulose previstas para até 2015. Quanto a gastos com melhoras de eficiência operacional, o executivo disse que a companhia vai "reduzir bastante para proteger o caixa".

A Suzano encerrou o terceiro trimestre com um caixa de 1,7 bilhão de reais e divulgou nesta quarta-feira um prejuízo líquido de 293 milhões de reais, revertendo lucro de 168,34 milhões de reais obtido um ano antes.

Em entrevista com jornalistas, executivos da companhia tomaram o cuidado de passar vários minutos explicando que o resultado negativo não tem efeito no caixa uma vez que foi afetado por impacto cambial sobre dívida em moeda estrangeira. Para mais informações sobre o resultado clique [ID:nN22363342].

"O prazo médio de dívida da Suzano é de quatro anos, o impacto no resultado foi contábil, não em caixa", afirmou o diretor de Estratégia, Relações com Investidores e Novos Negócios da companhia, André Dorf.

Os executivos afirmaram que a estratégia de crescimento orgânico da companhia continua, após anúncio feito no final de julho de investimentos de 5 bilhões de dólares em novas capacidades. Apesar disso, as decisões de implantação das unidades industriais --três linhas de produção de celulose no Maranhão, Piauí, uma terceira em local não definido e ampliação da planta de Mucuri-- serão tomadas mais adiante pelo conselho.

"A base florestal para estes projetos está quase toda equacionada e vamos continuar trabalhando nela. As decisões industriais serão tomadas nos prazos previstos", disse Maciel.   Continuação...