22 de Outubro de 2008 / às 21:37 / 9 anos atrás

BOVESPA-Recessão derruba índice para menor nível em 25 meses

(Texto atualizado com mais informações e números oficiais de fechamento da bolsa)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 22 de outubro (Reuters) - Os ventos da recessão global sopraram com ainda mais força nesta quarta-feira, deixando um rastro de destruição na Bolsa de Valores, que caiu ao menor nível em 25 meses.

Depois de ter o pregão suspendo pelo circuit breaker pela sexta vez em cinco sessões em menos de um mês, o Ibovespa .BVSP ainda intensificou as perdas, acusando uma queda de 10,18 por cento, para 35.069 pontos.

O giro financeiro foi de apenas 4,34 bilhões de reais.

A tônica dos negócios foi a reação a declarações do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, de que uma recessão na Grã-Bretanha parece inevitável. Foi a senha para detonar outra avalanche de ordens para desmontar posições em mercados de risco no mundo inteiro, ditando novos recordes negativos.

Os mercados de matérias-primas foram os primeiros a responder. O índice de commodities caiu ao menor nível em quatro anos. O barril do petróleo desabou mais de 7 por cento, para a faixa dos 66 dólares.

"A forte queda das commodities é o melhor termômetro para mostrar a expectativa do mercado de que a economia global está entrando em recessão", disse André Hanna Farath, analista da corretora Interfloat.

Daí para outra sessão ladeira abaixo nos mercados de ações foi um passo. O principal índice de ações das bolsas européias .FTEU3 encolheu 5,5 por cento. Em Wall Street, onde o pânico ganhou ainda mais força no final da tarde, o índice Dow Jones .DJI desabou 5,69 por cento. O Nasdaq .IXIC e o S&P 500 .SPX caíram ao menor nível de fechamento em cinco anos.

Por aqui, a blue chip Petrobras (PETR4.SA) desabou 7,2 por cento, para 23,20 reais. E Vale (VALE5.SA) murchou 8,7 por cento, para 24,10 reais, um dia antes de a mineradora divulgar os resultados do terceiro trimestre.

Nem o anúncio de novas medidas anticrise do governo brasileiro, abrindo a porta bancos para estatais comprarem participações em instituições financeiras privadas e em empresas de construção civil, conseguiu acalmar o nervosismo.

As ações de imobiliárias e de bancos, aliás, estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa, mesmo depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter assegurado que "nenhum banco está quebrando" no país.

Banco do Brasil (BBAS3.SA) desabou 15,4 por cento, para 13,88 reais. Unibanco UBBR11.SA teve queda de 13,7 por cento, para 12,72 reais. Dentre as construtoras, Gafisa (GFSA3.SA) cedeu 17,2 por cento, a 15,12 reais, enquanto Cyrela (CYRE3.SA) derrapou 16,1 por cento, valendo 10,40 reais.

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