August 22, 2008 / 5:06 PM / 9 years ago

IPOs podem voltar em setembro mas em ritmo menor, prevê Credit

3 Min, DE LEITURA

Por Aluísio Alves

RIO DE JANEIRO, 22 de agosto (Reuters) - O fim das férias de verão no Hemisfério Norte, em setembro, pode trazer a retomada das ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas brasileiras, com destaque para setores ligados a recursos naturais, avaliou nesta sexta-feira o Credit Suisse. O ritmo, no entanto, não será dos mais fortes.

"Vai depender do que acontecer com as cotações das commodities", ponderou José Olympio da Veiga Pereira, diretor do banco de investimento no Brasil. Ele explicou que, se a volatilidade no setor continuar, o investidor estrangeiro pode continuar avesso a aplicações em renda variável.

Segundo o executivo, além da área de recursos naturais, companhias que operam em setores de elevado crescimento também têm um cenário positivo para abertura de capital. A exceção é o segmento imobiliário. "Já tem construtoras demais no mercado."

Pereira considerou que, mesmo na hipótese otimista, a retomada das ofertas públicas se dará em ritmo bem inferior ao de 2007, quando nada menos que 64 companhias estrearam na Bovespa. Este ano, foram apenas quatro --Nutriplant NUTR3M.SA, Le Lis Blanc (LLIS3.SA), OGX (OGXP3.SA) e Hypermarcas HYPE3.SA.

"2007 foi um ano fora da curva. Se voltarmos a 2006 (quando houve 29 IPOs) já estará muito bom", afirmou.

Em agosto, duas empresas pediram registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ofertas públicas: a locadora de veículos Locaralpha (no Bovespa Mais, para empresas de médio porte) e a prestadora de serviços para a indústria petroleira San Antonio, cuja emissão de recibos de ações (BDRs) será coordenada pelo Itaú BBA em parceria com o Credit Suisse.

Pereira disse não acreditar que a sinalização de órgãos reguladores do mercado doméstico de capitais de criar regras mais rígidas para a listagem de BDRs vá prejudicar novas emissões.

A posição de reguladores como CVM e a própria Bovespa veio após a repercussão do episódio envolvendo a trading Agrenco, que teve alguns dos principais executivos detidos pela Polícia Federal sob acusação de desvio de dinheiro da empresa, fraude no balanço e sonegação fiscal.

A Agrenco vendeu BDRs na Bovespa no ano passado, em operação coordenada pelo Credit Suisse. "Os BDRs não são o grosso do mercado", disse Pereira.

Edição de Daniela Machado

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