22 de Julho de 2008 / às 20:45 / em 9 anos

Commodities derrubam Bovespa, na contramão de Wall Street

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo sucumbiu diante das perdas das ações de empresas ligadas a commodities e fechou no vermelho, em franca oposição à valorização dos índices dos mercados de Nova York.

O Ibovespa fechou em queda de 1,85 por cento, aos 59.647 pontos, depois de ter flertado com as mínimas de julho durante a sessão.

O giro financeiro foi de 6,1 bilhões de reais, turbinado pelos 947,6 milhões de reais da oferta pública de aquisição (OPA) das ações da Brasil Telecom e de sua controladora, Brasil Telecom Participações, feita pela Oi.

Mais uma vez, o comportamento dos preços das commodities guiou a Bovespa na contramão de Wall Street. Lá, esse movimento amainou preocupações quanto a pressões inflacionárias nos Estados Unidos, fazendo o índice Dow Jones subir 1,18 por cento.

Por aqui o resultado foi forte queda nas ações de empresas ligadas a esses setores, sendo responsáveis por mais de dois terços da baixa do Ibovespa.

Monitorando o mercado de petróleo, cuja cotação do barril caiu para faixa de 127 dólares, no menor nível em seis semanas, as ações preferenciais da Petrobras caíram 3,4 por cento, para 37,43 reais.

O mesmo ocorreu com as preferenciais da Vale, que cederam 3,6 por cento, para 39,90 reais, com o terceiro pior desempenho do índice.

Por outro lado, a mesma queda do petróleo patrocinou uma recuperação nas ações das companhias mais penalizadas com a escalada recente da commodity, as aéreas. Os papéis preferenciais da GOL puxaram a fila, com uma disparada de 6,5 por cento, a 15,44 reais.

Para Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, o recuo das commodities não é a única explicação para a queda do índice.

“A saída de recursos de investidores estrangeiros também continua forte”, disse.

De acordo com a Bovespa, a saída líquida de recursos de investidores estrangeiros nos primeiros 17 dias de julho somou 5,5 bilhões de reais.

Com isso, o saldo negativo do mercado à vista no acumulado de 2008 subiu para 12,1 bilhões. Mesmo considerando a entrada de 11,9 bilhões de reais de recursos externos para compra de ações vendidas em ofertas públicas, o saldo total também passou a ser negativo.

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