Dólar monitora volatilidade externa e fecha em alta

segunda-feira, 22 de outubro de 2007 16:19 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar acompanhou a volatilidade dos mercados internacionais e fechou em alta nesta segunda-feira, acima do patamar de 1,80 real.

A moeda norte-americana teve valorização de 0,78 por cento, terminando a sessão a 1,818 real.

O mercado de câmbio começou o dia determinado a ajustar a forte queda das bolsas em Nova York no final da tarde de sexta-feira. Com poucos minutos de negócios, o dólar já avançava mais de 2 por cento.

A abertura mais tranquila de Wall Street nesta segunda-feira, no entanto, conteve o ímpeto da moeda norte-americana por aqui. Com a reversão das bolsas em Nova York para território positivo, o dólar se firmou com alta apenas moderada.

"A bolsa (de São Paulo) hoje chegou a 2 por cento de queda, e agora (pouco antes do fechamento do mercado de câmbio) está em alta", disse José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora, exemplificando a volatilidade dos mercados financeiros.

A melhora do humor em Nova York foi disparada pela alta das ações da Apple, que puxaram o índice de tecnologia Nasdaq para uma valorização de mais de 1 por cento. A empresa vai divulgar seu resultado trimestral após o fechamento do mercado nesta segunda-feira.

Segundo Carreira, a atuação do Banco Central no mercado à vista no final da manhã ajudou a reforçar brevemente a alta da moeda norte-americana. No leilão de compra de dólares, a autoridade monetária definiu taxa de corte a 1,8149 real e aceitou, segundo operadores, ao menos uma proposta.

Os leilões de compra do BC foram retomados em 8 de outubro após quase dois meses de pausa. Com as compras, as reservas internacionais voltaram a renovar diariamente os recordes históricos e, de acordo com o dado mais recente, estavam em quase 165 bilhões de dólares.

As compras, segundo agentes de mercado, enxugam a oferta excedente de dólares para o país. De acordo com o BC, o fluxo cambial para o país está positivo em outubro em 3,274 bilhões de dólares até o dia 18.

(Com reportagem adicional de Isabel Versiani, em Brasília)