October 23, 2007 / 4:13 AM / 10 years ago

"O dinossauro se moveu", afirma Mantega sobre o FMI

3 Min, DE LEITURA

<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto de arquivo), reconheceu no domingo que a proposta do Fundo Monetrio Internacional (FMI) de redistribuir entre os pases em desenvolvimento 10 por cento de participao na instituio no ideal, mas um avano. Photo by Stringer</p>

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu no domingo que a proposta do Fundo Monetário Internacional (FMI) de redistribuir entre os países em desenvolvimento 10 por cento de participação na instituição não é ideal, mas é um avanço.

Mantega disse que a proposta significa que a instituição está disposta a mudar para dar mais poder aos países em desenvolvimento, embora seja a passos lentos.

"O dinossauro se moveu", disse Mantega a jornalistas ao encerrar sua participação nos encontros de outono do FMI em Washington, onde expressou duras críticas à instituição.

Segundo Mantega, o fundo admitiu que há países emergentes dinâmicos que querem mais representação e que isso foi reconhecido formalmente.

Ele também expressou satisfação com a idéia de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos países comece a ter um peso mais forte na fórmula do fundo para redistribuir a participação dos países, o que beneficia o Brasil.

"Esse fortalecimento de voto dos países emergentes se dará em pelo menos 10 por cento", disse Mantega.

"É pouco... mas é um passo importante", completou.

O ministro, que assumirá a presidência do G-20 na África do Sul em novembro, se reuniu pela manhã com o novo diretor gerente do fundo, Dominique Strauss-Kahn, e disse que tem a "confiança" de que possa conduzir essa reforma.

A recente crise no mercado imobiliário nos Estados Unidos que sacudiu os mercados financeiros, principalmente nos países desenvolvidos, deu um novo ânimo aos países em desenvolvimento para renovar suas reivindicações por mais participação política no Fundo, indicando que a balança de poder no mundo está mudando.

"O Fundo se preparou toda a vida para intervenções em países emergentes", disse.

"Não estava preparado para enfrentar essa crise no subprime (crédito imobiliário de alto risco). Foi pego de calça curta e não propôs nada", acrescentou.

Segundo Mantega, países emergentes como Índia, China e Brasil são os que estão ajudando a manter o equilíbrio nas finanças internacionais e isso deveria ser reconhecido também em outras instâncias do poder internacional.

"Por isso, deveríamos participar em pé de igualdade no G7", disse.

O Brasil defende que o grupo de países mais industrializados, conhecido como G7, se transforme em um G12 ou G13, incluindo as grandes economias emergentes.

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