"O dinossauro se moveu", afirma Mantega sobre o FMI

segunda-feira, 22 de outubro de 2007 07:03 BRST
 

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu no domingo que a proposta do Fundo Monetário Internacional (FMI) de redistribuir entre os países em desenvolvimento 10 por cento de participação na instituição não é ideal, mas é um avanço.

Mantega disse que a proposta significa que a instituição está disposta a mudar para dar mais poder aos países em desenvolvimento, embora seja a passos lentos.

"O dinossauro se moveu", disse Mantega a jornalistas ao encerrar sua participação nos encontros de outono do FMI em Washington, onde expressou duras críticas à instituição.

Segundo Mantega, o fundo admitiu que há países emergentes dinâmicos que querem mais representação e que isso foi reconhecido formalmente.

Ele também expressou satisfação com a idéia de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos países comece a ter um peso mais forte na fórmula do fundo para redistribuir a participação dos países, o que beneficia o Brasil.

"Esse fortalecimento de voto dos países emergentes se dará em pelo menos 10 por cento", disse Mantega.

"É pouco... mas é um passo importante", completou.

O ministro, que assumirá a presidência do G-20 na África do Sul em novembro, se reuniu pela manhã com o novo diretor gerente do fundo, Dominique Strauss-Kahn, e disse que tem a "confiança" de que possa conduzir essa reforma.   Continuação...

 
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto de arquivo), reconheceu no domingo que a proposta do Fundo Monetrio Internacional (FMI) de redistribuir entre os pases em desenvolvimento 10 por cento de participao na instituio no  ideal, mas  um avano. Photo by Stringer</p>