PANORAMA2-Otimismo com lucro da Apple compensa mau humor nos EUA

segunda-feira, 22 de outubro de 2007 18:37 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 22 de outubro (Reuters) - A expectativa com os resultados da empresa de tecnologia Apple APPL.O compensou o mau humor do mercado nesta segunda-feira e sustentou as ações no Brasil e em Nova York perto da estabilidade.

O índice Nasdaq, que reúne os principais papéis de tecnologia dos Estados Unidos, chegou a subir mais de 1 por cento no meio do pregão. A expectativa mostrou ter fundamento: após o fechamento do mercado, a empresa divulgou um aumento de no lucro trimestral, para 904 milhões de dólares, antes 542 milhões um ano antes.

"Estamos na temporada de resultados, e foram eles que nos fizeram tropeçar na semana passada", disse Peter Boockvar, estrategista da Miller Tabak, em Nova York. Na sexta-feira, os principais índices em Nova York caíram mais de 2,5 por cento, afetados por um alerta pessimista da fabricante de equipamentos pesados Caterpillar (CAT.N: Cotações).

O comportamento volátil de Wall Street se refletiu nos negócios no Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a cair mais de 2 por cento, fechou perto da estabilidade e se manteve acima de 61 mil pontos. Já o dólar, que subiu mais de 2 por cento no início do pregão, reduziu a intensidade da alta ao longo do dia.

O mercado de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) também acompanhou essa movimento, e a maioria das projeções fechou em forte alta. Alguns dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) de prazos mais longos chegaram a subir mais de 4 por cento.

O petróleo diminuiu a pressão sobre os mercados nesta segunda-feira, e caiu abaixo de 87 dólares por barril nos Estados Unidos em meio a uma ampla queda das commodities. Na semana passada, o barril atingiu o recorde histórico de mais de 90 dólares por barril.

Na agenda econômica local, o Banco Central informou que o superávit em transações correntes do país sofreu uma forte diminuição em setembro, pressionado pelo recorde das remessas de lucros e dividendos para o período.

Em viagem a Washington, o presidente do BC, Henrique Meirelles, reiterou que o Brasil não vai usar recursos das reservas internacionais --que se aproximam dos 165 bilhões de dólares-- para montar seu fundo soberano de investimentos.   Continuação...