Mercado brasileiro reage bem a Fed, mas descarta fim da crise

terça-feira, 22 de janeiro de 2008 14:02 BRST
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado brasileiro gostou da decisão do Federal Reserve de reduzir a taxa de juros nesta terça-feira para estimular a economia norte-americana, mas ressaltou que o problema não chegou ao fim já que a crise imobiliária inegavelmente deixará suas marcas no crescimento mundial.

Segundo os analistas, as baixas recordes nos mercados mundiais na véspera e o baixo ânimo gerado pelo pacote de estímulo econômico proposto pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na última sexta-feira, levaram o Fed a reduzir os juros uma semana antes de sua reunião agendada.

"Eles (Fed) não estão para brincadeira, no sentido de deixar essa crise aumentar", disse Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Pouco antes das 11h30, o Fed anunciou o corte de 0,75 ponto percentual, para 3,5 por cento, na taxa básica de juros e de 0,75 ponto, para 4 por cento, na taxa de redesconto.

Miriam Tavares prevê uma recuperação dos mercados brasileiros, mas fez questão de descartar "muito entusiasmo e otimismo, porque a maré não está para peixe".

"Vamos ver consequências disso, o crescimento mundial vai ser impactado. O mercado vai continuar volátil, o apetite por risco não vai voltar de uma hora para outra, mas aquele ambiente de pânico que estava se instalando vai se dissipar."

Às 13h46, o dólar recuava mais de 1 por cento, cotado a 1,810 real, enquanto o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo subia 4,4 por cento.

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