PAC prevê novas concessões de rodovias e trem-bala Rio-São Paulo

terça-feira, 22 de janeiro de 2008 19:25 BRST
 

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O governo marcou para o primeiro semestre deste ano a próxima etapa de concessão de rodovias e anunciou nesta terça-feira o projeto de implantação do trem-bala entre Rio e São Paulo

Durante o balanço do primeiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff disse que serão leiloados até julho 600 quilômetros de estradas na Bahia, e está prevista a concessão de um terceiro grupo de rodovias em uma extensão de 4 mil quilômetros.

As novas concessões das rodovias seguirão o mesmo modelo adotado pelo governo no leilão de outubro do ano passado, quando trechos de estradas do Sudeste e do Sul foram privatizados, afirmou a jornalistas o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

Como na concessão anterior, a taxa de retorno para o investidor será fixada em 8,95 por cento, e os participantes do leilão serão dispensados do pagamento da taxa de outorga. Ganhará a licitação o grupo que oferecer o menor preço e a tarifa máxima será de 2,82 reais por 100 quilômetros, segundo Nascimento --inicialmente, Rousseff havia anunciado o valor de 3,061 reais, mas o ministro dos Transportes afirmou que o preço foi revisto.

A licitação dos 637 km da BR 116-324, na Bahia, foi marcado para até 31 de julho, e os investimentos previstos são de 2 bilhões de reais.

O governo também anunciou outras duas etapas do processo de concessão: uma delas em novembro de 2008 e outra que deve acontecer até abril de 2009.

Na primeira etapa, serão leiloados cinco trechos de três rodovias: BR-040, BR-116 e BR-381, num total de 2.066 quilômetros em Minas Gerais. A segunda etapa será em abril de 2009, quando outros cinco trechos de várias rodovias, num total de 1.993 quilômetros, serão leiloados. Em todos os casos, o prazo de concessão será de 25 anos.

"Se tem crise lá, eles vêm gastar o dinheiro aqui", afirmou Nascimento quando questionado se as turbulências no mercado externo não poderão reduzir o apetite de investidores internacionais pelas concessões brasileiras.   Continuação...