JURO-Sem tendência comum, taxas esperam mais dados de inflação

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 16:09 BRT
 

SÃO PAULO, 22 de fevereiro (Reuters) - As projeções de juros fecharam a sexta-feira sem tendência comum, após uma semana de predomínio da queda diante de uma batelada de dados inflacionários em desaceleração.

Alguns contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) subiram acompanhando a piora dos demais mercados e a percepção de que o cenário inflacionário ainda não está totalmente definido. A maioria dos contratos mais longos recuou.

O DI abril de 2008 --que embute as estimativas para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom)-- permaneceu em 11,12 por cento ao ano.

O DI janeiro de 2010 manteve-se em 12,34 por cento e o DI janeiro de 2009 subiu de 11,68 para 11,72 por cento ao ano.

A corretora Spinelli apontou em relatório que a queda de alguns contratos reflete fatores como a "variação do dólar e a expressiva queda do risco-país nos últimos pregões, em meio à continuidade de rumores sobre uma possível elevação do rating brasileiro .

"(Mas) ainda persistem os riscos para o cumprimento da meta de 4,5 por cento para o IPCA, a julgar pela demanda aquecida e pela recente pressão de custos no atacado industrial, o que embute risco de repasse ao consumidor final", acrescentou.

TÍTULOS PÚBLICOS

O Banco Central recolheu 2,644 bilhões de reais dos bancos, valor a ser devolvido na segunda-feira com remuneração de 11,20 por cento ao ano.

O BC também realizou as operações compromissadas típicas de sexta-feira, tomando recursos do mercado para devolução em 5 e 7 meses. As taxas foram de, respectivamente, 11,36 e 11,51 por cento ao ano.

(Por Vanessa Stelzer; Edição de Daniela Machado)