Bovespa anula baixa no ano e acumula alta de 1,1% em 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 18:48 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo ganhou fôlego no final dos negócios e, pela primeira vez no ano, encerrou o pregão acima do patamar registrado no encerramento de 2007.

O Ibovespa subiu 1,28 por cento nesta sessão, aos 64.608 pontos, acima dos 63.886 pontos do final de dezembro. O volume de negócios foi de quase 5,3 bilhões de reais.

O principal indicador da bolsa paulista vem tendo boa recuperação em fevereiro, depois das fortes baixas no mês anterior diante dos temores de recessão nos Estados Unidos. No pior momento de janeiro, o Ibovespa chegou a acumular queda de mais de 15 por cento.

"O mercado está mais otimista com os bons indicadores internos. Os números da economia são muito favoráveis", disse um operador que não quis ser identificado. Analistas apontam uma série de fatores internos que favorecem o desempenho da bolsa paulista, como índices de inflação sob controle, bom desempenho dos bancos e valorização das ações do setor de siderurgia, principalmente as da Vale.

Outro ponto que aumentou o otimismo foi a notícia, na quinta-feira, de que o Brasil passou a ser credor externo, o que pode ajudar o país a conseguir o grau de investimento.

Nesta sexta-feira, o Ibovespa operou perto da estabilidade durante quase todo o dia. Mas a Bolsa de Valores de Nova York passou a subir na última hora do pregão, depois da notícia de que o plano de resgate à seguradora norte-americana de bônus Ambac Financial pode ser revelado segunda ou terça-feira. E o ânimo em Nova York chegou à bolsa paulista.

Entre as ações do Ibovespa, as preferenciais da blue chip Vale subiram 2,10 por cento, negociadas a 51,15 reais.

As ações da varejista de roupas Renner, que na véspera divulgou crescimento de 56,7 por cento no lucro líquido no quarto trimestre, dispararam 8,91 por cento, para 33,60 reais.

Outra empresa que registrou alta ao longo de todo o dia foi Cyrela, que teve as ações recomendadas para compra pelo Goldman Sachs. Os papéis da empresa do setor imobiliário fecharam em alta de 4,54 por cento, a 26,50 reais.

(Por Cláudia Pires)